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Capital

Internado após cateterismo, médico réu por feminicídio pede prisão domiciliar

Acusado de matar esposa segue no Hospital da Cassems, em Campo Grande

Por Marta Ferreira de Jesus e Anahi Zurutuza | 19/10/2026 17:53
Internado após cateterismo, médico réu por feminicídio pede prisão domiciliar
João Jazbik Neto, de 78 anos, ao deixar o Fórum de Campo Grande depois de passar por audiência de custódia em setembro (Foto: Juliano Almeida/Arquivo)

O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, réu pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, segue internado no Hospital da Cassems, em Campo Grande. Após passar por um procedimento de cateterismo cardíaco devido a complicações de saúde registradas enquanto estava sob custódia no Centro de Triagem Anísio Lima, a defesa do réu apresentou à Justiça um pedido de prisão domiciliar por questão humanitária.

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O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, réu pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, segue internado no Hospital da Cassems, em Campo Grande, após cateterismo com colocação de stents. A defesa pediu prisão domiciliar por razões humanitárias. A internação adiou a audiência de instrução, e o juiz Aluizio Pereira dos Santos aguarda laudos para decidir. Fabíola foi encontrada morta em maio de 2026, e a Polícia Civil apontou sinais de agressão.

O Campo Grande News apurou que Jazbik passou por cateterismo, uma angioplastia (procedimento para desentupir artérias) com a colocação de stents (pequenos tubos em formato de malha metálica para manter as artérias abertas e manter o fluxo sanguíneo).

A internação do cardiologista levou ao adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento do processo. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, remarcou os depoimentos das testemunhas de acusação para o fim deste mês, mantendo a previsão do interrogatório do acusado para o início de novembro.

A reportagem também apurou que agora, o magistrado aguarda informações sobre o estado de saúde do médico, laudos e a documentação do hospital, para decidir sobre o pedido feito pela defesa.

Procurado para prestar esclarecimentos sobre o quadro clínico atual do paciente, o Hospital da Cassems informou que não repassa detalhes ou informações sobre o estado de saúde de seus internados.

O advogado José Belga Trad afirma que manter o cliente na prisão é impor a ele pena de morte. "Estão tentando impor contra ele uma pena de morte sumária. E reafirmo: ele é inocente da acusação de feminicídio. Se algo acontecer com ele, nós iremos pedir a apuração das responsabilidades criminais".

O caso - Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi encontrada morta em maio de 2026 na Chácara dos Poderes, propriedade onde vivia com o marido. Apesar de Jazbik alegar que a esposa cometeu suicídio, as investigações da Polícia Civil apontaram indícios incompatíveis com a tese, entre eles sinais de agressão, o que levou o inquérito a ser concluído como crime de feminicídio.

O médico responde na Justiça por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de arma de fogo.