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Capital

Justiça adia audiência para ouvir acusação contra Jazbik por feminicídio

Médico deu entrada em hospital para fazer cateterismo às vésperas da sessão de depoimento de testemunhas

Por Marta Ferreira de Jesus | 15/10/2026 08:45
 Justiça adia audiência para ouvir acusação contra Jazbik por feminicídio
O médico João Jasbik, de jaqueta verde, no dia em que Fabíola foi achada morta (Foto: Maya Severino)

A pedido da defesa do médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, a Justiça reagendou a primeira audiência de instrução do processo em que ele é réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, ocorrido em maio deste ano.

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A Justiça reagendou a primeira audiência de instrução do processo contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51. O juiz Aluizio Pereira dos Santos atendeu a pedido da defesa, pois o réu está internado e fará cateterismo na quinta-feira (15). As oitivas das testemunhas de acusação ficaram para 29 de outubro, e as de defesa, com possível interrogatório do médico, para 5 de novembro. A polícia concluiu que Fabíola foi morta, e não que se suicidou, como sustenta o acusado.

O juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande, mudou a data diante da informação de que o réu segue internado e será submetido a procedimento médico nesta quinta-feira (15), e deseja participar da sessão de julgamento e instrução.

Jazbik, conforme as informações levantadas, passou mal no presídio onde está alojado, o CT (Centro de Triagem), no complexo penitenciário da saída para Três Lagoas, com quadro de angina instável, e foi levado para o Hospital da Cassems, onde médicos detectaram a necessidade de passar por cateterismo cardíaco.

A internação aconteceu às vésperas da data original da audiência para ouvir 14 testemunhas de acusação, que seria hoje, em meio a novas tentativas da defesa de obter liberdade no STJ (Superior Tribunal de Justiça), rejeitadas até agora.

Com a alteração determinada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, o cronograma dos depoimentos foi redistribuído para o fim de outubro e os primeiros dias de novembro. A audiência para ouvir as testemunhas de acusação está prevista para o dia 29, às 13h30, enquanto o depoimento das testemunhas de defesa e o eventual interrogatório do acusado foram marcados para o dia 5 de novembro de 2026, às 13h30.

A acusação - O caso, investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), envolve a morte da então companheira do médico, Fabíola Marcotti, de 51 anos, em 18 de maio de 2026, na Chácara dos Poderes, na propriedade onde o casal vivia. Ela foi achada morta com marcas de tiro, ao primeiro exame.

Embora o médico sustente desde o dia a tese de suicídio e afirme que vivia uma "lua de mel" com a esposa, a investigação policial concluiu de forma diferente, que ela foi vítima de feminicídio, apontando lesões na cabeça anteriores a um disparo de arma de fogo e vestígios incompatíveis com autoextermínio.

A Justiça recebeu a denúncia por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de armas em agosto, mantendo o réu sob custódia.