ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, DOMINGO  20    CAMPO GRANDE 23º

Capital

Juiz diz ao STJ que médico está em prisão especial: “sonho de muitos acusados”

Audiência em 15 de outubro vai ouvir testemunhas sobre a morte de Fabíola Marcotti

Por Aline dos Santos | 20/09/2026 07:48
Juiz diz ao STJ que médico está em prisão especial: “sonho de muitos acusados”
João Jazbik (ao centro, de casaco) na residência onde esposa foi encontrada morta. (Foto: Arquivo)

Ao prestar informações ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre a prisão do médico João Jazbik Neto, réu pelo feminicídio da esposa Fabíola Marcotti, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira da Silva, afirmou que a condição pessoal do preso, que tem 78 anos, foi observada pela Justiça.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O STJ negou pedido de liberdade ao médico João Jazbik Neto, 78 anos, preso preventivamente acusado de feminicídio da esposa Fabíola Marcotti, morta em maio. O juiz do caso informou ao tribunal que a idade do réu foi considerada, garantindo prisão especial em presídio militar. A defesa alegava problemas cardíacos e idade avançada para obter prisão domiciliar. O médico nega o crime e afirma que a esposa se suicidou, mas a polícia reuniu indícios de assassinato.

“Ressalto que a mencionada decisão teve como fundamento a efetiva aplicação da lei penal, da ordem pública e conveniência da instrução criminal. Outrossim, foi examinada a condição pessoal do impetrante, com 78 anos de idade, assegurando-lhe o recolhimento em prisão especial, presídio militar, o melhor do Estado, sonho de muitos acusados”.

No ofício, o juiz reforça o clamor público do caso e que o desembargador Emerson Cafure, do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), reviu a própria decisão, restabelecendo a preventiva do médico.

O magistrado ainda citou seminários do Judiciário sobre violência doméstica. A ênfase é que a Justiça deve proteger as vítimas dos crimes, “respeitando-se naturalmente o contraditório, ampla defesa e demais direitos e garantias individuais dos acusados”.

A denúncia contra o médico foi recebida em 25 de agosto e audiência no dia 15 de outubro vai ouvir as testemunhas.

Na quarta-feira (dia 16), o STJ negou pedido de liberdade para João Jazbik Neto. A defesa tentava a suspensão da decisão que restabeleceu a prisão do médico em 3 de setembro.

Os advogados pretendiam que Jazbik voltasse a responder ao processo em liberdade, sujeito a medidas cautelares. Como alternativa, solicitaram a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sob a alegação de idade avançada e problemas cardíacos graves.

O médico está preso preventivamente sob acusação de feminicídio contra Fabíola, morta em 18 de maio. Ele sustenta que a esposa tirou a própria vida e nega ter cometido o crime.

Durante a investigação, porém, a polícia reuniu elementos que reforçaram a suspeita de assassinato da fisioterapeuta e apontou possível alteração da cena antes da chegada da equipe de investigação e perícia.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.