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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/04/2011 17:42

Iphan manda parar obra onde pedra antiga foi encontrada por operário

Marta Ferreira

A prefeitura de Campo Grande foi notificada esta semana a paralisar as obras de contenção de enchente que estão sendo realizadas na avenida Nelly Martins, prolongamento da Via Parque, próximo ao cruzamento com a Mato Grosso, até que sejam feitos estudos para identificar se ali existe, de fato, um sítio arqueológico.

A recomendação veio após um trabalhador encontrar no local uma pedra que é considerada um achado arqueológico. Ele tentou vender o objeto num site de compras, por R$ 50 mil. Descoberta a oferta, a pedra foi apreendida pela Policia Federal e o operário e está sendo processado por crime de usurpação de bem da União, como são considerados itens com valor histórico.

Como é praxe em casos do tipo, segundo o Iphan, agora é preciso fazer um estudo para identificar se o local se trata de um sítio arqueológico, onde podem haver outras peças com valor para a ciência.Ali, a suspeita é de que tenham vivido tribos indígenas que habitavam a região ainda antes da colonização.

Quem banca esse estudo, e também um eventual resgate de peças com valor para a arqueologia, é o responsável pela obra, explica a superintendente do Iphan em Mato Grosso do Sul, Maria Margareth Ribas Lima.

De acordo com ela, um arqueólogo do instituto já está fazendo uma espécie de monitoramento do local, e fará a orientação da prefeitura quanto à pesquisa para identificar se se trata de um sítio arqueológico.

“Tudo leva a crer, por enquanto, que aquela pedra rolou e foi parar ali, mas isso precisa ser estudado a fundo”, explica.

A pedra apreendida após ser anunciada em site de compras. (Foto: DivulgaçãoA pedra apreendida após ser anunciada em site de compras. (Foto: Divulgação

O que é? O objeto encontrado foi identificado como “pedra de raio”, nome dado aos instrumentos cunhados pelos antigos em rochas.

Segundo a superintendente do Iphan, em todo o Estado, já foram identificados mais de 600 sítios arqueológicos a partir de achados como o que ocorreu na obra na avenida Nelly Martins.

Um dos exemplos é o Parque das Nações Indígenas, onde inúmeros objetos foram achados e estão hoje no Museu de Arqueologia, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). É para lá que deve ir, também, a pedra que o trabalhador na obra da prefeitura tentou vender na internet, que ainda está em poder da Polícia Federal.



A ação do iphan é vergonhosa, é um convite para aqueles que encontrarem um "achado arqueológico" se omitirem, em prejuízo da "história arqueológica". O iphan de Campo Grande precisa se reciclar e não criar embaraços para aqueles que divulgam seus achados. A PF ao invés de "prender" deveria orientar o operário a se proceder com realação ao achado. Cada uma"... Afff!.
 
Jôni Coutinho em 16/04/2011 09:44:43
Fico impressionado com tamanha ignorancia! Ora, a memória de um povo está em suas raizes, saber quem e como viveram a milhares de anos atraz é de imensa importancia para valoriracao de nossa sociedade. Sim, se ele estava vendendo a tal "pedra" na internete é pq sabia o valor da mesma! Mas a ignorancia ai no Brasil e em especial ai em MS é algo que está muito longe de sumir... basta olhar os sitios arqueológicos Pedra Branca, Piraputanga e tantos outros que sofrem depredacoes... em outros paises estes locais sao respeitados e explorados turisticamente trazendo beneficios a todos, mas enquanto a corja da ignorancia reinar por ai, é impossivel mudar a situacao... melhor mesmo é se educar assistindo as novelinhas da globo, record... rsrs (sarcastico!)
 
Antonio Eduardo em 16/04/2011 09:42:17
Olha só o que a Polícia Federal está andando atrás; tem que fazer igual ao delegado (Protógenes) da PF alguns meses atrás correr atrás da bandidagem de gravata, ele foi punido e desmoralizado perante sua instituição. Agora processar um simples funcionário por causa de uma pedra que ele nem teria conhecimento. ACORDA !
 
Roni Silva em 15/04/2011 09:11:59
Crime de usurpação, que poca vergonha, PF, chamada de frente de ataque da população, prender um operário por achar uma pedra, tudo bem que pode ser arqueológica, mas veja bem porque ninguem prende os que premiam pessoas por ser sorteadas no jogo do bicho que tem varios que são de realidades e que todos sabem mas nada faz por fazerem vista grossa.
Esse operário deveria receber uma sei lá qualquer coisa desde que seja pro bem, pois achar uma preciosidade como dizem na nossa cidade, ao envez de muitos tirarem de nossa cidade e ficam na regalia!
 
anderson silva em 15/04/2011 09:06:37
Sinceramente, penso que o operário em questão não agiu sozinho. Sem querer menosprezar os conhecimentos dele, questiono essa esperteza toda, de saber tratar-se de um objeto valioso.
Na minha modesta opinião, ele foi só um bode expiatório de alguém que realmente conhece do assunto.
 
Hilda França em 15/04/2011 06:46:57
Era só o que me faltava, um coitado de um operário sendo processado por vender uma pedra ... O operário devia ter quebrado na hora da chegada da policia federal, ja que ele ia ser processado de qualquer jeito.
 
Julian Silva em 15/04/2011 06:06:00
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