Irmão de homem assassinado em barbearia morreu na mesma quadra há 10 anos
Anderson Filiu Silva foi alvo de diversos disparos na Rua Catiguá, esquina com a Rua dos Topógrafos em 2015
Poucos metros separam o local onde o irmão de Fabrício Filiu Silva, de 30 anos, foi morto há dez anos. Anderson Filiu Silva, de 21 anos, foi alvo de diversos disparos na Rua Catiguá, esquina com a Rua dos Topógrafos, em 25 de outubro de 2015. O irmão tinha passagem por homicídio de um adolescente, ocorrido em 2014, e foi executado por vingança pelo pai do jovem morto. Na manhã desta sexta-feira (17), enquanto Fabrício cortava o cabelo em uma barbearia, dois homens adentraram o local e dispararam contra a vítima.
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Fabrício Filiu Silva, de 30 anos, foi executado a tiros dentro de uma barbearia na Rua Catiguá, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17). O crime ocorreu em frente a uma escola municipal, gerando pânico entre pais de alunos. Há dez anos, o irmão de Fabrício, Anderson, foi morto no mesmo local. Equipes do Batalhão de Choque, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana isolaram a área.
Há dez anos, enquanto Anderson estava no cruzamento das duas ruas, dois homens passaram em uma motocicleta e dispararam contra o rapaz, quase da mesma forma que Fabrício foi executado hoje. Dias depois, em novembro do mesmo ano, Christian Daniel Barbosa se apresentou na 5ª Delegacia de Polícia Civil, afirmando que Anderson havia debochado da morte de seu filho e que teria participado da execução.
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Conforme o registro do boletim de ocorrência da época, a Polícia Militar fazia ronda na região quando encontrou um grupo de pessoas aglomerado. Os policiais encontraram Anderson caído no chão e acionaram o Corpo de Bombeiros. Os militares chegaram a socorrer o rapaz, mas ele morreu pouco tempo depois na unidade hospitalar.
Na manhã de hoje, suspeitos chegaram à barbearia na Rua Catiguá enquanto Fabrício realizava o corte de cabelo. Eles entraram no local e foram até a vítima, onde efetuaram diversos disparos. Os bombeiros foram acionados, mas, ao chegarem ao local, constataram que ele já estava morto. O barbeiro relatou que os suspeitos chegaram e pediram para que ele saísse da frente. "Achei que estavam atirando em mim", disse à reportagem.
O assassinato ocorreu em frente a uma escola da rede municipal e ao lado de uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil), o que causou insegurança aos pais. Amanda Melgarejo, de 24 anos, relatou que a filha fica em tempo integral na unidade escolar do bairro e que estava indo à unidade de saúde quando passou pelo local.
"A gente fica traumatizada. Fiquei bem preocupada, pois aconteceu em frente à escola. Até liguei para o coordenador para saber como estava meu filho, minha pressão subiu, eu fiquei desesperada", relatou a mãe.
Ainda segundo ela, com o ocorrido, fica complicado até andar na rua sozinha. "Se fizeram isso dentro de uma barbearia, em uma rua onde há uma creche cheia de crianças, então a gente está sem segurança", finalizou.
Uma estudante, de 24 anos, que não quis se identificar, contou que tem um sobrinho que estuda na escola municipal do bairro. "Fiquei preocupada, porque foi bem próximo ao horário em que as crianças são liberadas. Muitas voltam sozinhas para casa; se fosse no horário de saída, poderia ter atingido algum aluno", disse. Ela relata ainda que mora no bairro há alguns anos e nunca tinha visto algo assim ocorrer em plena luz do dia.
Equipes do Batalhão de Choque, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana atuam na ocorrência. A área foi isolada por cerca de uma quadra pelas forças de segurança.
Conforme apurado pela reportagem, Fabrício tinha passagens por receptação e por porte ou posse ilegal de arma, em 2016, 2017 e 2022. Em 2014, ele foi acusado de ameaça; no mesmo ano, foi preso por tráfico. Ainda quando menor de idade, acumulava passagens por tráfico, desacato e outros três casos.




