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Capital

Jerson Domingos vai para Centro de Triagem, após conversas interceptadas

Terceira fase da Omertà foi desencadeada nesta quinta-feira (18)

Kerolyn Araújo e Liniker Ribeiro | 18/06/2020 15:20
Jerson Domingos deixando a sede do Garras rumo ao Centro de Triagem. (Foto: Kísie Ainoã)
Jerson Domingos deixando a sede do Garras rumo ao Centro de Triagem. (Foto: Kísie Ainoã)

Conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), Jerson Domingos, preso preventivamente nesta quinta-feira (18) na terceira fase da Operação Omertà, deixou a sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) por volta das 14h rumo ao Centro de Triagem, no Complexo Penal de Campo Grande. Ele ocupará uma vaga na cela 17, famosa por reunir anteriormente presos da Operação Lama Asfáltica. .

Jerson foi preso por volta das 7h, na fazenda dele, em Rio Negro, município distante a 144 quilômetros de Campo Grande. Ele havia saído de Campo Grande de madrugada, por volta das 4h. O conselheiro do TCE chegou na sede da Garras no início da tarde, dirigindo uma caminhonete Toyota Hilux, mas não falou com a imprensa.

Antes de dar entrada no Centro de Triagem, Jerson passou pelo módulo de saúde para as averiguações necessárias referente à Covid-19 e, depois, foi encaminhado à cela 17.

Ao Campo Grande News, o advogado André Borges, que defende Domingos, contou que o Ministério Público Estadual encontrou vários elementos para pedir a prisão preventiva, entre elas reportagens que saíram na imprensa em 2009, que ligariam o nome de Jerson ao jogo do bicho.

Em março deste ano, foram localizadas conversas pelo WhatsApp entre o conselheiro, familiares de Name e o advogado David Moura de Olindo, alvo da segunda fase da operação e amigo de longa data de Jamil Name.

Segundo o advogado, esses elementos levaram o Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) a acreditar que Jerson faz parte da organização criminosa investigada pela Omertà.

Em breve conversa com o cliente, André revelou que Jerson questionou o motivo da prisão. ''É proibido falar com meus familiares? Seria um ato indecente tentar visitar Jamil em Mossoró?", teria perguntado o alvo da operação.

Outros presos na operação desta quinta-feira também já deixaram o Garras. Benevides Cândido Pereira e Lucas Silva foram levados para a Penitenciária Estadual Masculina da Gameleira. Cinthya Name, sobrinha de Jamil Name, foi encaminhada ao Instituto Penal Feminino Irmã Zorzi.

Operação - Para a fase 3 da Omertà foram expedidos ao menos 16 mandados de prisão preventiva, que garante que o alvo fique na cadeia por tempo indeterminado. Um deles  é contra Fahd Jamil Georges, o “Fuad”, poderoso empresário da fronteira. Ele ainda não foi localizado.

Também estão na lista novos mandados contra Jamil Name, de 80 anos, e o filho, Jamilzinho, de 42 anos, os principais alvos da Omertà desde que a força-tarefa foi deflagrada, em setembro do ano passado. Eles já estão reclusos, no Presídio Federal de Mossoró (RN).


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