ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUARTA  16    CAMPO GRANDE 17º

Cidades

STJ nega liminar e mantém médico acusado de feminicídio preso

Defesa pediu liberdade ou prisão domiciliar para João Jazbik Neto, de 78 anos

Por Anahi Zurutuza | 16/09/2026 17:41
STJ nega liminar e mantém médico acusado de feminicídio preso
Momento em que João Jazbik Neto desce de camburão, ao chegar à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) no dia 3 de setembro (Foto: Bruna Melo)

Dois dias após protocolo, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta quarta-feira (16) pedido apresentado pela defesa do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. Com a decisão, ele permanece preso preventivamente.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O STJ negou nesta quarta-feira (16) pedido da defesa do médico João Jazbik Neto, 78 anos, acusado de matar a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. A defesa pedia a suspensão da prisão preventiva ou sua conversão em domiciliar, alegando idade avançada e problemas cardíacos. O ministro Rogério Schietti Cruz negou a liminar e pediu mais informações. Jazbik nega o crime e afirma que a esposa se suicidou.

A defesa tentava a suspensão da decisão que restabeleceu a prisão do médico em 3 de setembro. Os advogados pretendiam que Jazbik voltasse a responder ao processo em liberdade, sujeito a medidas cautelares. Como alternativa, solicitaram a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sob a alegação de idade avançada e problemas cardíacos graves.

O pedido foi analisado pelo ministro Rogério Schietti Cruz, da Sexta Turma. O magistrado negou a medida liminar e pediu mais informações.

Jazbik está preso preventivamente sob acusação de feminicídio contra Fabíola, morta em 18 de maio. Ele sustenta que a esposa tirou a própria vida e nega ter cometido o crime. Durante a investigação, porém, a polícia reuniu elementos que reforçaram a suspeita de assassinato e apontou possível alteração da cena antes da chegada da equipe de investigação e perícia.

O médico chegou a ser libertado duas vezes por decisões liminares. Em 3 de setembro, o desembargador Emerson Cafure reconsiderou uma delas e restabeleceu a prisão preventiva. Foi contra essa determinação que a defesa recorreu ao STJ.