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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/04/2015 09:32

Justiça causa pânico em bairro ao soltar condenado por matar irmãos

Filipe Prado
Justiça causa pânico em bairro ao soltar condenado por matar irmãos

Após três anos, os moradores da Rua Arariba, no Bairro Moreninhas II, estão apreensivos com a desinternação do jovem de 18 anos, que matou a tiros os irmão Rodrigo dos Santos Vilar, 21, e Walquíria dos Santos Vilar, 22, em abril de 2012. Na data do crime, o condenado tinha 15 anos, então, por determinação da justiça, foi solto ao alcançar a maioridade.

Registros policias indicam que o jovem foi solto no dia 9 deste mês. Os moradores da rua estão apavorados com a situação e preferiram não se identificar para a reportagem do Campo Grande News, para evitar possíveis retaliações do rapaz.

O agente administrativo e padrinho do rapaz, 50 anos, afirma que o bairro está com medo de que ele apareça novamente na casa onde o crime aconteceu. “Ele é capaz de qualquer coisa”, comentou. Por enquanto, o condenado ainda não apareceu na rua onde morava, mas os moradores já estão com medo. “É de arrepiar”, comentou uma aposentada de 83 anos

A senhora revelou que conviveu com o menino desde a infância e nunca acreditou que ele seria capaz de cometer o homicídio. “Ele sempre passava aqui soltando pipa. Nunca iria esperar isso dele. Se ele fez isso com o irmão, não consigo mais confiar nele”.

O policial civil e diretor de uma escola da região, Antônio Alves da Silva, 54, não sabe se as informações da soltura do vizinho são reais, mas afirmou que prefere que ele não volte para o bairro. “Ficamos muito sensíveis com a situação. Foi trágico”.

As cabeleireiras, de 53 e 57 anos, acharam um absurdo a desinternação do menino e temem a volta dele. “Ele devia estar preso, foi um crime bárbaro. O pior é que ele pode voltar e cometer uma nova tragédia”, insinuaram.

A casa, onde os pais do acusado moravam, estava fechada e não havia ninguém no local.

Crime - Em depoimento, o adolescente contou, que no dia do crime, verificou se os pais estavam em casa. Depois, foi ao quarto do irmão, mirou no coração do jovem e fez o disparo.

Walquíria ouviu o tiro e foi ver o que havia acontecido. Ao chegar à porta, recebeu um tiro na nuca. A jovem saiu correndo em direção ao quarto dos pais e, enquanto tentava chamá-los, foi atingida no tórax. Ela morreu no local.
O corpo da jovem foi arrastado até o fundo da residência, onde o adolescente também deixou a arma, dentro de uma churrasqueira.

Em seguida, ele voltou ao quarto do irmão que estava agonizando. Rodrigo pediu ajuda e disse que já estava morrendo. Sem qualquer sentimento de culpa, não o socorreu, fez o furto e fugiu.

O pai, um policial civil aposentado, encontrou os filhos mortos quando voltou para casa.



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