ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
ABRIL, TERÇA  16    CAMPO GRANDE 24º

Capital

Justiça mantém preso réu pelo assassinato ocorrido no começo do ano

Acusado responde pela morte de Wesley Julião, ferido a tiros no dia 14 de janeiro

Geisy Garnes | 14/12/2017 14:12
Wesley foi morto a tiros no dia 14 de janeiro (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)
Wesley foi morto a tiros no dia 14 de janeiro (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negaram o pedido de liberdade a Eduardo dos Santos Silva, responsável pelo assassinato de Wesley Julião Barbosa Almeida. O suspeito e a esposa, Michele Queiroz, são apontados pela polícia como autores do crime que aconteceu em janeiro deste no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.

Em novembro, a defesa de Eduardo enviou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul o pedido de revogação da prisão preventiva do réu alegando que ele agiu em legítima defesa, pois efetuou os disparos após ver a vítima colocar a mão no cintura, simulando estar armado, e possuir residência e emprego fixos.

O desembargador Dorival Moreira dos Santos manteve a decisão do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri e negou o pedido de liberdade. Para isso ele levou em consideração a extensa ficha criminal de Eduardo, que já tem condenações por receptação e homicídio culposo e também a gravidade do crime.

“Mostra-se necessária a manutenção da prisão preventiva quando verificados os pressupostos do artigo 312 do mesmo diploma legal, quais sejam: fumus comissi delicti (existência de prova da materialidade e indícios da autoria) e periculum in libertatis (para garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal)”, escreveu o desembargador na decisão, publicada no Diário de Justiça desta quarta-feira (13).

O caso - Na dia 14 de janeiro, Wesley voltava do mercado com a esposa e o filho quando uma camionete Hilux, de cor prata, se aproximou e um dos ocupantes começou a atirar. Segundo testemunhas, dentro do carro havia um casal, e a mulher era quem incentivava o homem a continuar atirando contra a vítima. Na tentativa de fugir dos tiros, o rapaz correu e entrou em uma casa na Rua Joana Maria de Souza, onde já caiu morto.

Com as investigações, a polícia chegou a Eduardo como autor do crime e Michele como a condutora do veículo. O crime, segundo as investigações, teria acontecido depois do suspeito ser supostamente ameaçado de morte pela vítima.

A caminhonete e a arma usada do homicídio, um revólver calibre 38, pertenciam ao pai de Michele, o policial civil aposentado Salvador Pereira de Queiroz. Pai e filha respondem o processo em liberdade.

Nos siga no Google Notícias