ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
MAIO, QUARTA  22    CAMPO GRANDE 26º

Capital

Laudo confirma que menina de 11 anos foi estuprada antes de ser assassinada

Conhecida como "Estrelinha", menina foi violentada e assassinada em dezembro do ano passado

Dayene Paz | 07/02/2023 10:25
Maykon Araujo Pereira, 31, ao sair da DEPCA, onde foi interrogado. (Foto: Paulo Francis)
Maykon Araujo Pereira, 31, ao sair da DEPCA, onde foi interrogado. (Foto: Paulo Francis)

Após quase dois meses, saiu o laudo necroscópico feito em uma criança de 11 anos, assassinada no dia 11 de dezembro do ano passado, no Bairro Nossa Senhora das Graças, em Campo Grande. O laudo confirma que a menina foi estuprada antes de ser morta por Maykon Araujo Pereira, 31 anos, preso no dia seguinte ao crime.

Apesar do assassino ter confessado a violência sexual, alegando que estava bêbado, a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) aguardava a confirmação do exame, segundo a delegada Anne Karine Sanches Trevizan, titular da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Maykon Araujo contou que saiu de casa por volta das 11h30 de domingo e foi para um bar. No caminho, teria se encontrado com a mãe da vítima, que o convidou para ir até a casa dela “mais tarde”. Ele era cliente da mulher de 39 anos e afirma que pagou para fazer programas sexuais com ela por seis vezes.

Ele já havia ido até a casa da mãe da menina em outra ocasião para usar drogas e disse que conhecia a garotinha, porque sempre que chegava à residência, ela saía com os irmãos para que a mãe pudesse fazer sexo com ele.

Ainda no interrogatório, disse não se lembrar que horas chegou a casa onde cometeu o crime. Havia bebido muito e decidiu entrar pelos fundos do imóvel, porque “a porta estava aberta”. Narra ainda que a criança se assustou e começou a gritar. Segundo ele, por isso, deu um soco no rosto da menina, ela caiu e continuou gritando. “Bati nela”. Depois, a estuprou.

O acusado disse que trabalha como serígrafo (na área da construção civil), que acorda todos os dias às 5h e justificou que lavou as roupas que usava quando matou a garotinha porque precisava usá-las para trabalhar. Disse que as roupas estavam sujas de barro e que se molhou durante chuva.

A mãe da menina admitiu para a polícia que se prostituía, mas negou que atendesse clientes em casa. Também confirmou que o corredor e os fundos da casa eram usados como biqueira, para consumo de drogas, mas nega que faça uso de entorpecentes.

Ela contou ainda que passou a tarde em um bar e que foi para casa com homem que conheceu no estabelecimento, para os dois “ficarem juntos”. Quando chegou, encontrou a porta da frente trancada com o cadeado para fora, mas a porta dos fundos entreaberta. Para fechar o acesso, a mãe usava uma máquina de lavar como peso.

A mulher viu a filha caída na cozinha, sobre uma poça de sangue e com o rosto muito machucado. A criança estava com o vestido levantado até a cintura e sem calcinha. Desesperada, ela começou a gritar que a filha havia sido estuprada e assassinada. Vizinhos ajudaram a chamar o socorro.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou manobras para que a menina recobrasse os sentidos, mas ela já estava morta. A mãe visivelmente alcoolizada foi presa por abandono de incapaz, porque havia deixado a menina de 11 anos responsável pelos outros dois filhos, um menino de 3 anos e um bebê de menos de 1 ano.

As crianças foram levadas para abrigo e este mês foram morar com o irmão, Evandro, de 20 anos, que conseguiu decisão favorável da guarda. De poucas palavras, o jovem não quis ter o nome completo divulgado, mas contou que para cuidar dos irmãos, saiu do trabalho – ele era soldado do Exército Brasileiro – e que agora vai fazer o que puder para sustentá-los. Ele mora com a avó paterna.

O rapaz contou que tinha pouco contato com a mãe, mas que já presa, ela lhe telefonou, dizendo que estava arrependida e pedindo que ele tomasse conta dos irmãos.

Nos siga no Google Notícias