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Capital

Liberado pelo STJ, júri de assassinos de delegado tem previsão para junho

Professor e delegado aposentado, Paulo Magalhães foi executado a tiros em frente de escola no Jardim dos Estados

Aline dos Santos | 19/04/2018 09:40
Delegado estava dentro de veículo e foi morto a tiros. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Delegado estava dentro de veículo e foi morto a tiros. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

A Justiça mandou agendar o julgamento dos acusados pela morte do delegado aposentado Paulo Magalhães Araújo, morto dia 25 de junho de 2013, em Campo Grande. Conforme o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, a previsão é que o júri popular seja realizado no mês de junho. “O julgamento pode ser realizado mesmo que ainda tenha outros recursos”, afirma o magistrado.

Em outra frente, a 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, por unanimidade, na terça-feira (dia 17) provimento a recursos da defesa do guarda municipal José Freires e  de Antônio Benitez Cristaldo. O pedido era para anular sentença de pronúncia, que havia mandado os dois a julgamento em 30 de outubro de 2014. Ambos estão em liberdade.

Execução - De acordo com o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), José, que era garupa de uma motocicleta, efetuou diversos disparos de revólver contra o delegado aposentado, que estava na rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em frente à escola da filha. Já Antônio foi acusado de fazer escolta em um carro para garantir o sucesso da execução.

Ainda conforme a denúncia, o condutor da motocicleta era Rafael Leonardo dos Santos. O corpo dele foi encontrado no lixão, na saída para Sidrolândia. A vítima foi decapitada e a identidade foi esclarecida por meio de exame de DNA. Não houve identificação do mandante do crime de pistolagem.

Em 2014, veio a decisão para que eles fossem a julgamento, mas as defesas recorreram ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e ao STJ.

Defesa - De acordo com Givanildo Heleno de Paula, que atua na defesa de Antônio, com a negativa, o STJ manda devolver os autos à comarca de origem para as providências. Ele aguarda a publicação da decisão para avaliar a estratégia de defesa. “Entra na fase que vamos pedir diligências, arrolar testemunhas”, afirma.

“Não deram provimento ao nosso recurso, vamos estudar outra fórmula”, diz o advogado Renê Siufi, que atua na defesa de José Freires.

Professor universitário, Paulo Magalhães, 57 anos, é autor do livro “Conspiração Federal”, que teve circulação proibida pela Justiça. A obra traz relatos de cinco ex-agentes federais com detalhes sobre o funcionamento da presídio na Capital e denúncias de irregularidades.

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