Mãe acusa monitora de dar tapa em criança autista dentro de escola municipal
Mulher diz que filho desmaiou depois da suposta agressão

Uma criança autista, de 8 anos, teria desmaiado após receber um tapa no rosto de uma monitora dentro da Escola Municipal Professora Maria Tereza Rodrigues, no Jardim Santa Emília, em Campo Grande. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (20) e foi registrado pela mãe do menino, Lucineia de Sousa Pereira, de 45 anos, na DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente).
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Uma criança autista de 8 anos desmaiou após receber um tapa no rosto de uma monitora na Escola Municipal Professora Maria Tereza Rodrigues, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (20). O caso foi registrado pela mãe, Lucineia de Sousa Pereira, na Polícia Civil como maus-tratos qualificado. Segundo a mãe, o filho teve uma crise ao retornar do recreio e foi agredido pela funcionária. A Semed foi comunicada e o caso será investigado pela DEPCA.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe procurou a delegacia para denunciar o episódio e levou o filho para prestar depoimento especial. A ocorrência foi registrada como maus-tratos qualificados, quando o crime é praticado contra pessoa menor de 14 anos.
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De acordo com Lucineia, o menino, que cursa o 2º ano do ensino fundamental no período matutino, teria apresentado uma crise no momento de retorno do recreio. Ele teria ficado agitado, balançado a cabeça e batido contra a barriga de uma funcionária que estava em um portão interno da escola controlando a passagem dos alunos.
A mãe afirma que o filho costuma apresentar crises e precisa de tempo para se reorganizar. “Ele tem vez que tem crise, tem que ser no tempo dele. É super inteligente, por um lado, mas o barulho o incomoda e ele se descontrola.”
Ao Campo Grande News, Lucineia relatou que, depois de o menino atingir a funcionária com a cabeça, ela teria dado um tapa no rosto dele. Conforme a versão apresentada pela mãe, a criança teria desmaiado e caído após a suposta agressão.
Uma segunda funcionária teria presenciado a situação, socorrido o menino e o levado para a direção da escola. Lucineia disse que soube do ocorrido quando foi buscar o filho. Segundo ela, já na sala da direção, o menino contou que havia desmaiado.
“Eu já estava lá, na sala da direção. Quando ele chegou, eu perguntei e ele falou: ‘Não, mãe, eu desmaiei’. Isso me deixou em choque. Estou até agora.”
A mãe afirmou ainda que uma ata teria sido elaborada pela escola, mas que não recebeu cópia do documento.
Segundo Lucineia, outra monitora teria confirmado que houve agressão. “Essa agressão pegou de surpresa, porque ele chegou até a desmaiar. Foi algo muito forte, não foi algo tão leve. Outra monitora confirmou. Ela foi testemunha, levou ele para a direção e falou que realmente essa outra monitora agrediu ele a ponto de desmaiar.”
A versão relatada pela mãe ainda será apurada pela Polícia Civil. Apesar da denúncia, o boletim de ocorrência registra que o menino não apresentava lesões aparentes no momento do depoimento especial.
Lucineia afirmou que o episódio abalou a confiança na escola. “A gente deixa eles na escola para aprender, para crescer. No caso dele, que é autista, para ele poder conviver com as pessoas. Mas aí, se eu deixo e acontece isso, ele desmaia. Uma pessoa dessa não pode estar em contato com criança. Não tem uma preparação para isso.”
O caso será investigado pela DEPCA. A mãe informou ainda que a direção da unidade teria comunicado o episódio à Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Em nota, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um aluno e uma monitora da Escola Municipal Professora Maria Tereza Rodrigues, nesta quinta-feira (20). Segundo a pasta, o caso está sendo apurado pela unidade escolar e pelos setores competentes da Secretaria.
Diante do relato de possível agressão física, a Semed afirma que adotou imediatamente as providências cabíveis para o encaminhamento da situação. O caso está sendo acompanhado pela Sugenor (Superintendência de Gestão Escolar e Normas), por meio da DAE (Divisão de Acompanhamento Escolar).
"A SEMED reforça que a situação está sendo tratada com a devida seriedade, observando os procedimentos administrativos e legais aplicáveis, bem como o acolhimento e a proteção do estudante e de sua família", pontua a pasta.
Por envolver um menor de idade e ainda estar em fase de apuração, a Semed informou que não pode antecipar conclusões sobre os fatos. A pasta afirmou ainda que permanece à disposição para prestar novos esclarecimentos posteriormente.
*Matéria atualizada às 17h11 para acréscimo de nota retorno.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


