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Capital

Maio já supera 2025 com oito mortes no trânsito de Campo Grande

Número de óbitos no mês é o dobro do registrado no mesmo período do ano passado

Por Geniffer Valeriano | 21/05/2026 09:02
Maio já supera 2025 com oito mortes no trânsito de Campo Grande
 Jorge Willian Pawlowsky foi a quinta morte registrada no trânsito em Campo Grande (Foto: Maya Severino/Arquivo)

Durante o mês de conscientização para redução de acidentes e mortes no trânsito, Campo Grande já registra oito mortes em acidentes automobilísticos. O número supera o total contabilizado em todo o mês de maio de 2025, quando foram registrados quatro óbitos.

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Campo Grande registra seis mortes no trânsito em maio de 2025, superando os quatro óbitos de todo o mês anterior. As vítimas incluem motociclistas, um adolescente de 17 anos, uma criança de 5 anos atropelada por carreta e um guarda civil metropolitano. Mato Grosso do Sul soma 23 mortes no mês e 118 desde janeiro. Na capital, março foi o mês mais letal, com sete casos, e o total anual chega a 24 óbitos.

Dados do SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional) apontam que Mato Grosso do Sul soma 23 mortes no trânsito neste mês. Desde janeiro, o Estado acumula 118 casos.

Na Capital, foram registradas 27 mortes relacionadas a acidentes de trânsito em 2026. Desse total, oito ocorreram apenas em maio, que já supera março, até então o mês mais violento, com sete óbitos. Na sequência aparece abril, com seis vítimas fatais. Janeiro e fevereiro registraram os menores índices, com dois e três casos, respectivamente.

Primeiro fim de semana — A primeira morte em maio foi registrada no dia 3, um domingo. O motociclista João Vittor Vieira Cavalheiro, de 19 anos, perdeu o controle da moto ao fazer uma conversão na rotatória da Avenida Wilson Paes de Barros, na Vila Nova Campo Grande.

Ele atingiu a guia do meio-fio e caiu. Com o impacto, a motocicleta foi lançada ao canteiro central e o jovem arremessado ao chão, já sem capacete. Equipes de socorro realizaram atendimento no local, mas João sofreu traumatismo craniano grave e entrou em parada cardiorrespiratória. Após cerca de 55 minutos de tentativas de reanimação, a morte foi confirmada.

Maio já supera 2025 com oito mortes no trânsito de Campo Grande
Adolescente de 17 anos morreu após se envolver em acidente na Avenida Gunter Hans (Foto: Direto das Ruas)

Primeira terça-feira — No dia 5, um adolescente de 17 anos foi a segunda vítima fatal do mês. Ele pilotava uma motocicleta quando foi atropelado por um ônibus na Avenida Gunter Hans. O acidente também envolveu um carro.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu a ocorrência e constatou a morte ainda na via. Testes de etilômetro realizados nos condutores deram negativo para consumo de álcool. A vítima foi reconhecida por um familiar que passava pelo local.

Segundo sábado — No dia 9, uma colisão envolvendo motocicleta terminou com mais uma morte. O acidente aconteceu na Avenida Duque de Caxias, após um casal bater na traseira de um SUV Hyundai Tucson. A passageira que estava na garupa não resistiu. Socorristas levaram o condutor, em estado grave, para a Santa Casa.

Primeiro pedestre — Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de 5 anos, morreu após ser atropelado por uma carreta no dia 12, na Rua Castorina Rodrigues da Luz, no Jardim das Meninas.

Segundo boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, testemunhas relataram que crianças correram em direção ao veículo para tentar “pegar rabeira”, prática comum na região. O menino teria tentado se segurar na carreta no momento em que o motorista fazia a conversão. A versão, no entanto, foi contestada por familiares.

Quinta vítima — Jorge Willian Pawlowsky, de 31 anos, morreu na manhã do dia 15 após acidente entre uma motocicleta e uma caminhonete Chevrolet S10, no cruzamento da Avenida Caruma com a Rua Urariocara, no Jardim Colúmbia.

Apesar de a batida ter sido inicialmente considerada de menor impacto, a vítima caiu e sofreu rompimento craniano na região da nuca. Uma das hipóteses é de que o capacete estivesse frouxo. Quando o Samu chegou, o motociclista já estava morto.

Primeiro ciclista — O chef de cozinha Oswaldo Coimbra Alves, de 54 anos, morreu no dia 19 após ser arremessado por cerca de 100 metros depois que a bicicleta em que estava foi atingida por um Jeep Compass. O acidente ocorreu no cruzamento das avenidas Bandeirantes e Salgado Filho, na região do Bairro Amambai.

O veículo era conduzido pelo comerciante Caio Eduardo Matos de Abreu, de 24 anos, que, segundo o boletim de ocorrência, possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apenas para motocicleta. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou consumo de álcool.

Conforme o registro, Caio seguia pela Avenida Bandeirantes, no sentido centro, quando atingiu a lateral da bicicleta, que trafegava pela Avenida Salgado Filho. Com o impacto, a bicicleta ficou completamente destruída.

Sétima morte —  Noêmia de Souza Costa da Silva, de 70 anos, morreu após ser vítima de atropelamento na Rua 13 de Maio, em frente à Santa Casa. A morte foi constatada na tarde desta quarta-feira (20).

Conforme boletim de ocorrência, a filha relatou que a idosa atravessava na faixa de pedestres quando foi atingida por um motociclista. O acidente ocorreu no dia 5, quando a vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital com fratura exposta na perna.

Mais recente — A oitava morte foi registrada nesta quarta-feira (20). O guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, morreu após colisão entre a motocicleta que conduzia e um caminhão Ford F4000, no cruzamento das ruas Padre Damião e Barão de Campinas, no Bairro Pioneiros.

Imagens mostram a dinâmica do acidente. Eugênio seguia pela Rua Padre Damião, no sentido norte-sul, quando o caminhão, que vinha na direção contrária, iniciou uma conversão à esquerda para acessar a Rua Barão de Campinas e acabou invadindo a frente da motocicleta.

(*) Matéria alterada às 10h05 para acréssimo de informações

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