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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

09/11/2012 20:58

Manifestação por índios de MS saiu da internet e foi para as ruas no País

Viviane Oliveira
Para Silmara, o manifesto é uma forma de despertar o interesse da causa indígena nas pessoas. (Foto: Simão Nogueira)Para Silmara, o manifesto é uma forma de despertar o interesse da causa indígena nas pessoas. (Foto: Simão Nogueira)
Basílio Jorge da aldeia Alagoinha, em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)Basílio Jorge da aldeia Alagoinha, em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)

A carta em que os Guarani-Kaiowá anunciam que vão resistir até a morte caso sejam obrigados a sair de uma fazenda ocupada em Iguatemi foi lida no final desta sexta-feira (9) durante o ato nacional pacífico ‘Não ao genocídio Guarani-Kaiowá, pelos povos indígenas do Mato Grosso do Sul’, na Praça Ary Coelho, em Campo Grande.

Além da carta, foram lidas reivindicações como a demarcação das terras indígenas. Com faixas e cartazes, centenas de manifestantes deram a volta em torno da praça e foram até o cruzamento da 14 de julho, com a avenida Afonso Pena e 13 de maio.

O protesto acontece simultaneamente em todo País. A manifestação na Capital foi feita pelo Coletivo Terra Vermelha, grupo de discussão, organização e estudo criado na internet conta atualmente com 2,4 mil membros.

De acordo com o cacique terena da aldeia indígena Alagoinha de Sidrolândia, Basílio Jorge, 63 anos, a manifestação é um momento importante para fortalecer a importância do povo indígena vítima de vários tipos de ataques. “Ainda temos parceiros não índios nesta luta”, disse.

Compartilha da mesma opinião o secretário estadual das causas indígenas pelo PSL (Partido Social do Liberal), Arildo Soares. “Fomos pegos de surpresa, porém viemos fortalecer ainda mais o evento”, destaca, acrescentando que ficou sabendo da manifestação pela internet.

“Ferramenta que tem ajudado a comunidade indígena a se informar, adquirir conhecimento para se organizar”, disse Josimar, Presidente da Associação de Produtores da aldeia Alagoinha.

Para a terena, Silmara Cândida, o ato é importante para toda a comunidade indígena independente de etnia. “O manifesto é uma forma de despertar o interesse e colher assinaturas a favor do povo Guarani-Kaiowá".

Interesse foi o que despertou o grupo de teatro Imaginário Marancangalha, que apresentou a peça Tekoha - ritual de vida e morte do Deus pequeno, que conta a vida de Marçal de Souza - lider indígena defensor incansável da luta dos garanis pela recuperação e pelo reconhecimento dos terrítorios indígenas.

Ele foi brutalmente assassinado na porta de sua casa, aos 63 anos de idade. “A gente fala de impunidade”, explica o diretor da peça, Fernando Cruz. 

 Grupo de teatro Imaginário Marancangalha, que apresentou a peça Tekoha – que conta a vida de Marçal de Souza. (Foto: Simão Nogueira) Grupo de teatro Imaginário Marancangalha, que apresentou a peça Tekoha – que conta a vida de Marçal de Souza. (Foto: Simão Nogueira)
Artista Cecílio Vera pintando uma índia amamentando um bebê. (Foto: Simão Nogueira)Artista Cecílio Vera pintando uma índia amamentando um bebê. (Foto: Simão Nogueira)

Cartazes com dizeres da manifestação foram espalhados pelas grades da Praça. Durante todo o dia teve apresentação de teatro, exposição de livros, quadro e artesanato, com a temática indígena. 

Pintando uma índia amamentando um bebê, o artista Cecílio Vera, disse que fez questão de participar do movimento que só vem acrescentar a todos nós que somos descentes indígenas.

Durante a manifestação se apresentaram Geraldo Espíndola, Brô MCs, Muchileiros, Canarrots, X-quarteirão e Hermanos Irmão.

Situação da terra - A terra reivindicada como indígena mais polêmica hoje em Mato Grosso do Sul ainda está no estágio inicial de levantamento que pode definir se é ou não dos Guarani- Kaiowá.

Nota técnica da Funai, publicada em março deste ano, concluiu que a área reivindicada pelos indígenas como Pyelito Kue e Mbarakay é ocupada desde tempos ancestrais. Não há, sequer, definição do tamanho da área.

“Desde o ano de 1915, quando foi instituída a primeira Terra Indígena , ou seja, a de Amambai, até os anos de 1980 – com forte ênfase na década de 1970 –, o que se assistiu no Mato Grosso do Sul foi um processo de expropriação de terras de ocupação indígena, em favor de sua titulação privada”, afirma o texto.

No momento, um grupo técnico está na região para fazer os estudos antropológicos e a previsão é que dentro de 30 dias, conforme o Ministério da Justiça, saia o relatório. Depois disso, ele precisa ser homologado pela Presidência da República, caso realmente seja considerada indígena e, após isso, ainda há a fase de demarcação da terra, que costuma levar anos e motivar disputas judiciais demoradas.



Concordo com os colegas, sociedade hipócrita mesmo! Roubam e matam os índios desde 1500 e agora quando há manifestação pela causa precisamos ler este tipo de comentário preconceituoso do Vagner e Marçal.Os índios reivindicam apenas uma pequena parte do território que um dia foi deles e mesmo assim são julgados e condenados. Existe índio alcoólatra da mesma forma que tem "branco", "preto", "amarelo". Não podemos julgar toda uma etnia por causa de alguns. Em Dourados as terras devolvidas as índios são praticamente todas improdutivas, degradas e eles não possuem material necessário para recuperar o solo, eu vi com meus olhos, fiz um trabalho acadêmico sobre isso, não estou falando por conhecimento empírico. E quanto devolver o Brasil para quem? Já mataram a maior parte dos índios daqui.
 
Letícia Louveira em 10/11/2012 11:01:46
concordo com o marcal vieira... em dourados e uma vergonha.... os indios pegam a cesta basica e trocam por pinga....eu falo isso por que ja vi.... e uma vergonha... eee indioooo.... pega eles levam pra amazonia e larga no meio da floresta.... ... vamos ver se eles querem???? duvidooooo.... aiii eles vao viver como indio de verdade... como meu colega falou .... se vc e favor deles ... pega sua casa e da pra eles ou sua terra....sociedade hipocrita
 
vagner camargo em 10/11/2012 10:11:47
Os índios já possuem terras destinadas a eles, mas não ficam nelas. No campo dos índios em Porto Murtinho eles têm 388.000 mil hectares, mas ficam na cidade de Bonito, bebendo e fazendo baderna. Em Dourados os índios homens vendem suas cestas básicas e trocam por pinga e seus filhos morrem desnutridos (a Globo mostrou a matéria). A nossa sociedade é hipócrita, sabem a verdade e pregam outra, querem aparecer. Se vão dar terras para os índios, entreguem suas casas, terrenos, cidades. Não eram deles quando Cabral chegou aqui ? Quem for a favor de índio, entreguem suas casas, seu lar, ai sim estará sendo verdadeiro. Sociedade hipócrita !!!
 
Marçal Vieira em 10/11/2012 08:27:10
Agora nossos indios estão americanizados.
 
FERNANDA DORILEU em 10/11/2012 07:53:24
Só os políticos do nosso Estado não viram isso, mais uma vez o MS se apresenta no cenário nacional com esse tipo de reportagem. Ainda bem que doravante desde questões mais simples, até as mais complexas que eles não resolverem, NÓS RESOLVEREMOS NO VOTO.
 
Giovanini Santos Muller em 10/11/2012 07:15:29
o resultado de tudo o que aconteceu hoje na manifestação foi surpreendente e super positivo... despertamos o olhar de muitas pessoas que aderiram a causa e só vamos parar quando os objetivos forem alcançados pois as nações indigenas do nosso país estão precisando urgentemente de estabilidade e dignidade... SOMOS TODOS GUARANIS KAIOWÁS!!!
 
angela finger em 10/11/2012 02:03:31
governantes safados eles e que tem que ser enforcados em praça pública
 
jane sossai em 09/11/2012 22:29:27
a terra sempre foi dos indios nos que somos intrusos.
 
JANE SOSSAI em 09/11/2012 22:28:14
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