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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

03/07/2014 08:45

Marido tinha jurado morte e matou mulher logo após deixar prisão

Aliny Mary Dias e Francisco Júnior
Cristiane foi morta em frente aos três dos cinco filhos (Foto: Marcos Ermínio)Cristiane foi morta em frente aos três dos cinco filhos (Foto: Marcos Ermínio)
Pai se revolta com Justiça depois de homem ter sido transferido para o semiaberto (Foto: Marcos Ermínio)Pai se revolta com Justiça depois de homem ter sido transferido para o semiaberto (Foto: Marcos Ermínio)

A morte da dona de casa Cristiane Ferreira da Silva, 31 anos, no bairro Itaianá, região da Vila Danúbio Azul, é mais um caso que revela o drama vivido por mulheres vítimas de violência doméstica e a ineficiência da Justiça. O marido da vítima foi preso há três meses depois de agredir e ameaçá-la de morte. Após ser encaminhado ao regime semiaberto, ele cumpriu a ameaça na noite de ontem (2) e matou Cristiane a facadas.

A mulher vivia há dois anos com Marcelo Roberto Dias Velasques, 33 anos que trabalhava como ajudante de acabamento de fios. O crime aconteceu em frente aos três dos cinco filhos da vítima, de 6 anos, 5 anos e um bebê de cinco meses. Parentes, vizinhos e amigos de Cristiane convivem com a dor da perda e se revoltam ao lembrar de todas as agressões sofridas pela dona de casa.

O pai da vítima, Ademar Ferreira da Silva, 57 anos, conta que a filha sempre apanhou do marido. “Desde o início do relacionamento ele batia nela, mas ela mentia para a família e dizia que tinha caído. Pelo menos no começo ela tentava esconder, depois nós já sabíamos”, diz, emocionado, o pai.

A última vez em que Marcelo bateu em Cristiane, a agressão veio acompanha de uma ameaça. “Eu vou te matar”. Tudo aconteceu há três meses, quando ele chegou a sair de casa a pedido da mulher, mas voltou, se escondeu em uma árvore em frente da residência e conseguiu bater na dona de casa. Vizinhos chamaram a Polícia Militar e ele foi preso. Ainda dentro do camburão da polícia, ele jurou a esposa de morte.

“Ela registrou vários boletins de ocorrência, mas acabava retirando a denúncia por ameaças dele. Mas da última vez ele ficou preso”, conta Ademar.

Parentes foram até casa de Cristiane recolher pertences dela (Foto: Marcos Ermínio)Parentes foram até casa de Cristiane recolher pertences dela (Foto: Marcos Ermínio)

Marcelo ficou detido, mas acabou sendo encaminhado ao regime semiaberto nesta quarta-feira. No primeiro dia de liberdade, ele voltou à casa e dessa vez cumpriu a ameaça. Com a morte da filha, Ademar dispara críticas à Justiça.

“Essa Lei Maria da Penha não serve de nada, não ampara a mulher, não existe. Deveriam esconder a vítima do agressor, a Justiça deveria fazer um serviço direito”, desabafa.

Outra testemunha das agressões constantes é o líder comunitário do bairro, Artemis Trovão, de 49 anos. Ele conta que Cristiane era uma mulher conhecida no bairro por ser alegre, por outro lado, Marcelo era conhecido por ser violento.

“Todo mundo conhece ele por ser muito violento, ainda mais quando bebia. Ele vivia nos bares do bairro. A gente acredita que foi um crime de vingança, porque ele ficou preso depois que ela denunciou”, afirma.

O corpo de Cristiane segue no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) da Capital e deve ser liberado para o velório por volta das 10 horas.

Marcelo está preso e será transferido para presídio (Foto: Marcos Ermínio)Marcelo está preso e será transferido para presídio (Foto: Marcos Ermínio)

Caso - De acordo com o registro da ocorrência, Marcelo esfaqueou Cristiane em frente da residência do casal enquanto ela conversava com um homem. O marido usou uma faca de açougueiro e fugiu para a casa de um amigo depois do crime.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado por vizinhos, mas a vítima morreu no local. Apesar de fugir, Marcelo foi encontrado por equipes da Polícia Militar pouco tempo depois do crime. Ele contou aos policiais que estava detido na Casa do Albergado da Capital e que não voltou para o local ontem.

Ele foi até a casa da esposa porque soube que ela estava com um suposto caso com outro homem. Preso em flagrante, Marcelo foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e vai responder pelo homicídio qualificado.

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Ainda existe um Juiz de Execuções Penais? Algum Conselho atuante que analise as implicâncias de uma progressão penal? Algum Promotor foi convidado a opinar sobre a periculosidade do elemento?
Bom, pelo jeito Mato Grosso do Sul está entregue mesmo!
Autoridades não trabalham direito! Instituições muito falhas na execução das suas obrigações...Cenário perfeito para volta do PT ao governo e enterrar o estado de vez no buraco que está tentando sair!
 
Augusto C.G.Galvão em 03/07/2014 12:39:15
Se pegar 30 anos vai sair em 10, 15, 20 anos?
O tempo que passar na cadeia, não paga o homicídio. Mas deveria passar o resto da vida preso, mesmo porque a vida da vítima não volta mais.
E trabalhar pra pagar sua estadia na cadeia, e não ser sustentado por nós aqui fora.
Mas se a lei não mudar, isso não muda.
Não muda e os bandidos acham que compensa o tempo preso pelo mal causado.
 
Adriano Magalhães em 03/07/2014 11:46:54
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