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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

08/03/2014 10:30

Menino morto após recusa do Samu sofreu choque anafilático, diz laudo

Aliny Mary Dias
Família sepultou corpo de criança na manhã deste sábado (Foto: Marcos Ermínio)Família sepultou corpo de criança na manhã deste sábado (Foto: Marcos Ermínio)

O exame que apurou a causa da morte de Heber Caio Ribeiro, de 8 anos, ocorrida na madrugada de ontem (7), apontou que ele morreu em decorrência de um choque anafilático. O sepultamento do menino foi realizado na manhã deste sábado (8) no Cemitério Santo Amaro, em Campo Grande.

Familiares e amigos dos pais de Heber acompanharam o cortejo e o momento de maior atenção foi a retirada do caixão branco do carro da funerária. Em meio às lágrimas, Robson Silva Ribeiro, 38 anos, falou sobre a indignação em relação ao descaso do poder público.

“Eles falaram que o caso do meu filho não era grave, e agora tá aí, ele está morto e enterrado”, desabafa Robson. O caso ganhou repercussão porque a família afirma que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) negou atendimento por falta de ambulância e por não julgar o caso como situação grave.

O corpo de Heber foi liberado pelo Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) por volta das 15h30 de ontem. O resultado, segundo a família, só confirmou a suspeita de todos. “No documento está que foi choque anafilático, foi a reação alérgica ao medicamento”, diz o pai.

Irmão da mãe de Heber, que tem outros sete filhos, Luiz Gouvêa, 43, estava com a irmã durante a madrugada e também fez uma das ligações ao serviço de urgência. “Eles falaram que não tinha viatura e que não era grave, desesperado, eu liguei para o 190 e me passaram para o Corpo de Bombeiros. Eles também disseram que não tinham viatura”, afirma o tio da criança.

Laudo apontou choque anafilático em razão de medicamento (Foto: Marcos Ermínio)Laudo apontou choque anafilático em razão de medicamento (Foto: Marcos Ermínio)

A família só conseguiu levar Heber ao Centro de Saúde do Bairro Tiradentes por volta das 5 horas da manhã com ajuda de vizinhos, mas o menino já chegou morto no posto. Para a família que precisou da ajuda de amigos para custear o velório do menino, resta a indignação e a revolta.

“Eu trabalho há 20 anos como segurança em boates e vejo todo dia eles [Samu e bombeiros] buscando bêbado em porta de casa de show e patricinha com o pé cortado no vidro, dessa vez foi meu filho e ninguém prestou socorro”, diz Robson.

Todo o caso foi registrado como morte a esclarecer na 4ª delegacia de polícia da Capital e segue em investigação. O Samu e o Corpo de Bombeiros abriram sindicâncias para apurar o atendimento e as gravações das ligações serão analisadas.

O caso – Na terça-feira de Carnaval (4), Heber torceu o joelho esquerdo jogando bola com os irmãos no quintal de casa no bairro Vivendas do Parque, em Campo Grande. Além de Heber, Robson tem mais sete filhos.

Alegando não ter condições de levar o menino ao médico, o pai contou que a mãe partiu a metade de um comprido Torsilax - combinação de relaxante muscular, anti-inflamatório e analgésico - e deu para a criança. Por conta disso, no dia seguinte o menino amanheceu com uma reação alérgica ao medicamento, teve calombos roxos pelo corpo e inchaço na lesão da torção.

Família pretende processar o Estado pelo descaso (Foto: Marcos Ermínio)Família pretende processar o Estado pelo descaso (Foto: Marcos Ermínio)
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Não se deve jogar a culpa no SAMU,se não vieram atender, claro que esta errado,mas a mãe e o pai deveriam ter levado a criança ao posto, senão tinham dinheiro pra isto,sai pra rua, pede que com certeza um passe de onibus, alguém da. Samu não tem estrutura para atender tanta gente assim. O estado não tem tanta culpa, responsável por nossos familiares, somos nós msm.
 
Mirtes Lourenço Camilo em 09/03/2014 13:44:17
Ainda aparece um infeliz pra criticar a mãe que apenas queria ver seu filho bem...
E tentou socorro e o mesmo foi negado...
Pra que temos tantos impostos se não podemos nem se quer receber a ajuda de uma ambulanciaaaaaaaaa... essa noticia deveria rodar o Brasil.
Vergonha desses políticos nojentos, que sucateiam a saúde da nossa cidade, do nosso País.
 
Ygor Barbosa em 08/03/2014 21:56:22
Houve um erro do Samu ao ouvir o relato do fato e dizer (se realmente disseram) que não era nada grave, isso houve, concordo...agora na minha opinião eu acredito que tanto o pai quanto a mãe foram omissos no socorro, se o menino machucou na terça, tomou meio torsilax e ficou na quarta e quinta ruim, por que não levaram em um posto de saúde? sinceramente, essa conversa de que estava esperando o pai receber para levar ao médico, pra mim, não é desculpa, pois temos hospitais e postos de saúde, o filho passou mal, não conseguiu dormir de quarta pra quinta feira, corresse para o hospital, agora esperaram ao extremo, e apenas mais um detalhe, todo medicamente devemos ler a bula e evitar se auto medicar.
 
Jenipher Palhano em 08/03/2014 15:18:06
Será q o médico regulador tem treinamento adequado, quem são os reguladores do samu e quanto tempo são formados p regular uma frota como a do samu. E o chefe da frota? Será q está conseguindo arrumar essas viaturas q estão dizendo q estão faltando, cadê a verba? Pagamos nossos impostos em dia e não temos viaturas p atender nossa população. Volto a dizer quem são esse médicos q quando ligamos no samu nos atendem será q tem treinamento para estar ali? Temos o direito de saber.
 
cezar sandini em 08/03/2014 13:34:08
uma vergonha isso,com tanto IPTU ferrando a vida do povo,Ipva etc..imposto..imposto.dizer que não tem ambulancia e viatura?? tem que averiguar isso,é caso de policia um negocio desse,uma vergonha pra campo grande,uma cidade que arrecada milhoes em impostos.
tivemos 2 medicos na administração e nada..o atual prefeito nem vou gastar palavra.
que Deus ajude e console essa familia..que Deus ajude o povo de campo grande
 
rogerio marcos da silva em 08/03/2014 13:15:08
O torsilax contém diclofenaco q é proibido para menores de 14 anos, a população deve para de se auto medicar, e por a culpa no samu é fácil.
 
cristiane soares em 08/03/2014 13:14:56
Hoje, tudo o que nos resta é compartilhar a dor e revolta da família dessa criança que se foi tão cedo, por falta de informações da mãe, que infelizmente, contrariando tantos avisos auto medicou o filho, sem saber se ele poderia ou não tomar o remédio, mas claro, a intenção dessa pobre mãe que hoje deve estar se martirizando era justamente aliviar a dor do menino, mas a indignação maior fica por conta do despreparo dos atendentes e até mesmo do descaso. Como disse anteriormente, já fiz plantões em unidades 24 hs e sei muito bem como é... ou melhor, como não é ou como deveria ser. Não há preparo, os atendentes são pessoas comuns sem conhecimento técnico e os médicos vivem com tanto sono por conta de tantos plantões, porque querem ganhar e ganhar, que pouco se importam com a vida alheia.
 
Mariana Carvalho em 08/03/2014 13:06:08
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