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Campo Grande, Sábado, 20 de Abril de 2019

06/02/2019 10:10

Mesmo com prisão de assassino, família cobra punição de comparsa

A dona de casa Jéssica Barbosa Silva, filha da vítima, afirma que Evelyn Arruda, participou do crime

Viviane Oliveira
Eletricista foi preso ontem em um casa no Bairro Colibri (Foto: Guilherme Henri) Eletricista foi preso ontem em um casa no Bairro Colibri (Foto: Guilherme Henri)

Após a prisão do eletricista Valdir da Silva Queiroz, 52 anos, três anos depois de ter sido condenado por matar a tiros e quase degolar José Carlos da Silva, a família da vítima se diz revoltada com a liberdade da comparsa do assassino, que na época do crime chegou a ser detida, mas no mesmo dia foi liberada.

A dona de casa Jéssica Barbosa Silva, 32 anos, filha da vítima, afirma que Evelyn Arruda da Silva, na ocasião namorada de José Carlos, participou do crime. “Ela segurou o meu pai para Valdir matá-lo”. Segundo Jéssica, o fato aconteceu a 500 metros da casa de Evelyn, na Rua Engenheiro Paulo Frontin, no Jardim Los Angeles. 

No processo sobre o caso, Evelyn aparece como testemunha. Ela mantinha, ao mesmo tempo, relacionamento amoroso com a vítima e com o autor do crime. A mulher havia sido casada por aproximadamente 2 anos com Valdir, que não aceitava o fim do relacionamento. O crime aconteceu no dia 25 de agosto de 2013. Os dois estavam separados desde 2012.

Jéssica conta que uma testemunha viu quando Evelyn segurou Valdir, porém essa pessoa nunca quis ir à polícia contar essa versão. “Na época entreguei o celular dela à polícia. No telefone, havia várias conversas dela com Valdir. Eles não falam sobre o assassinato do meu pai, mas combinaram encontro no mesmo dia em que meu pai foi morto”, diz Jéssica.

Conforme consta no processo, a vítima havia jantado na casa de Evelyn e seguia com a namorada em direção a sua residência, quando os dois foram surpreendidos pelo Valdir que disparou vários tiros contra José, oportunidade em que Evelyn fugiu do local. Logo após os disparos, o Valdir ainda utilizou uma faca para degolar a vítima. Após o crime, ele fugiu num veículo Chevrolet Ômega Suprema.

Prisão - À época, Valdir se apresentou e entregou a arma à polícia e o flagrante convertido em prisão preventiva. No dia 14 de agosto de 2014, ele foi pronunciado pela Justiça a responder por homicídio doloso, qualificado por meio fútil e sem chance de defesa à vítima. Na mesma pronúncia, o juiz Carlos Alberto Garcete concedeu a liberdade provisória, sob condição de que o réu se apresentasse mensalmente em juízo.

O eletricista foi julgado no dia 12 de setembro de 2016, sendo condenado a 14 anos de reclusão. O juiz Fernando Chemin Cury, em substituição legal na 1ª Vara do Tribunal do Júri, concedeu o direito de que o réu recorresse em liberdade. Segundo a Polícia Civil, Valdir da Silva não foi mais encontrado.



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