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Capital

Mesmo de tornozeleira, faccionado morto em confronto era terror de condomínio

Vizinhos denunciaram tráfico e circulação armada; Choque foi ao local após várias queixas

Por Gabi Cenciarelli | 14/01/2026 19:00
Mesmo de tornozeleira, faccionado morto em confronto era terror de condomínio
Revolver da vítima e escudo do Choque após troca de tiros (Foto: Direto das Ruas)

Mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica, Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, morto em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, já vinha sendo apontado por moradores como um dos principais motivos de medo e terror no Residencial Reinaldo Busanelli, no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande.

RESUMO

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Um homem de 31 anos, monitorado por tornozeleira eletrônica e identificado como Roger Costa Gonçalves, morreu em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu durante uma tentativa de abordagem policial no Residencial Reinaldo Busanelli. Segundo investigações do Gaeco, Roger era integrante do PCC, conhecido pelo codinome ".40", e exercia função estratégica na facção como "apoio do resumo da Bahia". Moradores do condomínio já haviam denunciado sua presença armada e possível envolvimento com tráfico de drogas. No momento do confronto, ele estava em regime aberto domiciliar.

Conforme apurado pela reportagem, desde que deixou o sistema prisional, Roger circulava pelo condomínio armado e, segundo relatos de vizinhos, estaria envolvido com o tráfico de drogas dentro do próprio residencial. As queixas chegaram à polícia por meio de diversas denúncias anônimas, feitas ao longo das últimas semanas.

Diante do volume de informações e da gravidade das denúncias, equipes do Choque foram até o apartamento onde Roger morava, no terceiro andar do condomínio, no horário do almoço desta quarta-feira (14). De acordo com a ocorrência policial, durante a tentativa de abordagem ele reagiu e disparou contra a guarnição com um revólver.

Mesmo de tornozeleira, faccionado morto em confronto era terror de condomínio
Drogas encontradas no apartamento (Foto: Direto das Ruas)

Os policiais revidaram a agressão, e Roger foi baleado. Ele chegou a ser socorrido após o confronto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A ação ocorreu na última rua do condomínio.

Moradores relataram momentos de pânico durante a ocorrência. Segundo vizinhos, uma sequência de disparos foi ouvida, seguida pelo acionamento da sirene da viatura. Pessoas que estavam em apartamentos próximos disseram ter se abrigado dentro de casa com medo.

Ligação com facção criminosa - Além do histórico no condomínio, Roger também era citado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e ocupante de função considerada estratégica dentro da facção. Em denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ele aparece identificado pelo codinome “.40” e descrito como “apoio do resumo da Bahia”, setor interno responsável por articular informações, manter comunicação entre integrantes e dar sustentação ao funcionamento da organização.

Mesmo de tornozeleira, faccionado morto em confronto era terror de condomínio
Local onde Roger morreu (Foto: Osmar Veiga)

De acordo com as investigações, essa atuação era considerada relevante porque ajudaria a facção a centralizar recados, repassar ordens e manter o controle interno, inclusive com contato com outros núcleos e lideranças de fora do Estado. O grupo aponta ainda que Roger integraria o grupo encarregado de dar suporte à comunicação do PCC, com auxílio na logística e na distribuição de celulares usados por presos no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho para falar com integrantes em liberdade e com lideranças de outros estados.

Em listas internas interceptadas durante a investigação, Roger é citado nominalmente, com função definida e número de telefone vinculado à facção, o que, segundo o Ministério Público, indicaria posição de confiança, ainda que ele não figurasse como líder máximo.

Por esse conjunto, ele foi denunciado por integrar organização criminosa e associação para o tráfico de drogas, além de responder a outros processos por crimes como porte e posse ilegal de arma de fogo, disparo de arma, furto, desacato e tentativa de homicídio. No momento da morte, estava em regime aberto domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

Mesmo de tornozeleira, faccionado morto em confronto era terror de condomínio
Condomínio onde ele morreu (Foto: Direto das Ruas)


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