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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

11/08/2018 09:56

Morador de rua morre de frio em madrugada com sensação de 4°C

Vítima foi encontrada por moradores da região, que estranharam o ver homem “dormindo” no meio da manhã

Danielle Valentime Bruna Kaspary
Polícia Militar foi acionada por moradores da região, que estraram a imobilidade do homem. (Foto: Bruna Kaspary)Polícia Militar foi acionada por moradores da região, que estraram a imobilidade do homem. (Foto: Bruna Kaspary)

O morador de rua, identificado como Jalva Mendes Feijó, de 50 anos, foi encontrado morto no início da manhã, deste sábado (11), no bairro Tiradentes, em Campo Grande. Sem marcas de agressões pelo corpo, a Perícia da Polícia Civil não descarta a morte em decorrência do frio da madrugada.

A Polícia Militar foi acionada por moradores da região, que estraram a imobilidade do homem já no meio da manhã. Segundo o delegado Danilo Mansur, provavelmente, o homem morreu de frio. “A morte aconteceu na madrugada, pois o corpo já está enrijecido. As coisas dele estão bastante arrumadinhas, não tem nada revirado, nem bagunçada”, disse o delegado.

A madrugada deste sábado (11) foi menos fria que a de ontem (10), mesmo assim, a mínima registrada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) foi de 7°C com sensação térmica entre 3 e 4°C.

Com fugir das ruas? Para evitar tragédias e acolher quem enfrenta o frio das ruas, o Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social) passa a noite abordando pessoas e oferecendo acolhimento nos abrigos municipais.

Ainda não há informações, sobre quantos atendimentos foram realizados nesta madrugada.
A busca ativa do Seas funciona 24 horas por dia e as pessoas abordadas durante a madrugada, que aceitam o atendimento, são encaminhadas ao Cetremi.

Assim que acolhidos, os adultos ficam temporariamente no Cetremi e o objetivo é de que sejam reinseridos no núcleo familiar ou no caso do migrante, reconduzido à cidade de origem. No Cetremi, neste período de inverno e intenso frio, o número de pessoas no local aumenta chegando a cerca de 100 pessoas, entre migrantes e moradores de rua.

O Centro POP contribui para a inclusão social da população de rua, busca respeitar a dignidade do morador de rua e resgatar os vínculos familiares ou comunitários. O Centro conta com uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e advogados.

Acolhimento - A abordagem de rua é feita pela equipe técnica da SAS. O serviço realiza busca ativa nas ruas e pontos de encontros deste público, buscando acolher quem estiver em situação de risco pessoal e social visando garantir proteção integral das pessoas que se encontram nesta situação. Neste período de frio, o trabalho é intensificado.

O Seas funciona por 24h, acionando o telefone 8405-9528, contando com uma equipe psicossocial. O Centro Pop atende pessoas em situação de rua, com higienização e alimentação. O atendimento é realizado das 7h30min às 17h30min e fica na Rua Joel Dibo, 255.

 



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