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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

02/12/2011 14:32

Moradores do Coronel Antonino temem por instalação de presídio aberto

Fernando da Mata

Segundo moradores, presídio seria transferido da Vila Sobrinho para o Coronel Antonino. Sejusp nega as informações

Moradoras reclamam de possível instalação de presídio (Foto: Simão Nogueira)Moradoras reclamam de possível instalação de presídio (Foto: Simão Nogueira)

Os moradores do Coronel Antonino, região Norte de Campo Grande, estão assustados com a possível instalação de um estabelecimento penal do regime aberto no bairro.

Moradora do bairro há 35 anos, a comerciante Celma Aparecida Nogueira de Amorim, de 43 anos, afirmou ao Campo Grande News que o presídio feminino Irmã Zorzi é o local onde há possibilidade de instalação do estabelecimento do regime aberto.

“Nossa preocupação é que o presídio feminino saia daqui e não venha outro. Tem que construir presídios em locais isolados”, disse a comerciante.

O estabelecimento penal feminino Irmã Irma Zorzi fica próximo a uma escola municipal, quatro unidades de saúde, residências e comércio.

“Que segurança que vamos ter se estão matando gente na porta do presídio? Vai ter evasão na escola. Os pais vão tirar os filhos, porque como que vai ficar com os detentos na rua, podendo abordar as nossas crianças e os moradores”, enfatizou Celma.

A professora aposentada Valdevina do Carmo Meza, 62 anos, mora há 40 anos no Coronel Antonino. Ela conta que na década de 80, quando tinha um presídio semiaberto masculino, a situação era de insegurança no bairro. “A gente era assaltada, agarravam a gente, roubavam a bolsa da gente.”

Presídio feminino no Coronel Antonino (Foto: Simão Nogueira)Presídio feminino no Coronel Antonino (Foto: Simão Nogueira)

De acordo com Valdevina, a situação pode se repetir se instalarem um presídio do regime aberto no bairro. “A hora em que abre o portão do presídio, é a hora em que as crianças estão chegando na escola. Nós não temos uma praça para nossas crianças. Agora vão trazer semiaberto? Não sou contra a reabilitação de presos, só não queremos presídio aqui”, destacou a professora aposentada.

Outro morador antigo do bairro é Vivaldino Souza, 60 anos. Dono de um bar há 20 anos na esquina do presídio, foi enfático ao dizer ‘não’ quando questionado sobre a possível instalação de um presídio do regime aberto.

Mesma opinião do agente de saúde Thiago Bartistotte, de 29 anos. “Sou contra porque vai aumentar a bandidagem, insegurança, assaltos. Até pra gente sair pra trabalhar vai ficar inseguro”, declarou Bartistotte.

Sejusp nega - Durante audiência pública na Câmara de Vereadores de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (2), o superintendente da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, André Matsushita, negou que um estabelecimento de regime aberto será instalado no Coronel Antonino.

“Não há qualquer planejamento na esfera da Sejusp para que o presídio do regime aberto seja transferido para o Irma Zorzi”. Ainda de acordo com ele, a hipótese foi levantada pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vera de Execução Penal de Campo Grande.

Moradores do Coronel Antonino se mobilizaram para participar da audiência, que discutiu sobre a situação do estabelecimento penal do regime aberto da Vila Sobrinho.

Moradores do Coronel Antonino na Câmara (Foto: Simão Nogueira)Moradores do Coronel Antonino na Câmara (Foto: Simão Nogueira)

Insegurança na Vila Sobrinho - A possível instalação do presídio no Coronel Antonino surgiu com o descontentamento de moradores na Vila Sobrinho, sobre o albergado situado no bairro. Os moradores exigem a desativação do estabelecimento.

A síndica do residencial Flamingos, Sidene Felsque, foi uma das moradoras da região do albergado que reclamou da situação na Vila Sobrinho. “Os detentos estão abordando pessoas, pedindo comida.”

Outros representantes da região afirmaram que houve aumento da insegurança e da criminalidade na região.

A pressão para a desativação do presídio aumentou depois que o agente penitenciário Hudson Moura da Silva foi baleado, no dia 31 de outubro, com dois tiros no portão do estabelecimento. Ele morreu no último dia 19 no hospital El Kadri, onde estava internado.

Matsushita afirmou na audiência que, por enquanto, o presídio da Vila Sobrinho não será desativado. Porém, garantiu que a Sejusp estudará locais sugeridos para mudança, como a antiga Colônia Penal Agrícola e área próxima ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

A audiência pública foi proposta pela Comissão Permanente da Cidadania e Direitos Humanos da Câmara Municipal de Campo Grande.



não podemos apedrejar a todos os albergados pois muitos ali estão tentando ser cidadão de bem, nem todos ali são pessoas más temos q pensar q um dia alguém da familia pode parar e precisar de um lugar como esse, então eu digo q deus não se desfaz de um filho seu por que o HOMEM acha q é melhor q uma pessoa q fez o errado e agora quer fazer o certo. MÃO NA CONCIÊNCIA TÁ
 
simone soares da silva em 08/12/2011 06:49:00
Os moradores estão certíssimos, o bairro já é extremamente movimentado por conta do posto de saúde, se a policia desse conta de fazer a segurança tudo bem, mas todos nós sabemos da realidade da segurança pública.Só para relembrar no dia 18/11 foi baleado na vila sobrinho, um agente penitenciário,isso aconteceu na porta do presídio semiaberto.
 
Fernanda Leão em 03/12/2011 09:30:10
Nossa esse pessoal fala como se fosse as piores pessoas da face da terra generalizando todo mundo e que nosso amigo Thiago Bartistotte falou sou totalmente contra, perigo a em todo lugar desde o bairro de classe alta ao baixa, pensa que um dia pode acontecer isso com vcs somos humanos e humanos erra tbem.
 
Juliana Matos em 02/12/2011 06:39:41
Acolher e respeitar é ótimo só que tem que começar pela FAMILIA, pois se sairmos andando a tarde talvez seremos atacados e o que faremos, nada, quem fará por nós. Morreu mais um simplesmente.Assim ouço todos os dias.INFELIZMENTE.Reabilitar todos querem, mas nem todos conseguem, essa é a verdade.O caminho fácil sempre é o mais perigoso. (CRIME).
 
Célia Campos em 02/12/2011 05:39:47
Jamilson

Simples assim , pedem pra colocarem proximo da sua casa.
 
juarez delmondes em 02/12/2011 04:36:26
Justiça, segurança todos pedem todos querem, agora para reabilitar alguem, reentrega-lo na sociedade ninguem quer muito mesmo por perto, então vai ser na onde?
Neste sistema prisional brasileiro ultrapassado. seja aonde for, temos que acolher e respeitar.
 
Jamilson Oliveira de Souza em 02/12/2011 03:13:32
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