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Capital

Morre preso de 32 anos alvejado por pistoleiros após sair de presídio

Edilson Rodrigues dos Anjos havia sido preso em setembro por suspeita de participar de assalto em Ponta Porã

Por Marta Ferreira e Mirian Machado | 02/12/2020 18:27



Quem convive de perto com os cinco presídios da saída para Três Lagoas, em Campo Grande, teve de volta uma cena de violência nesta tarde: um preso foi baleado depois de sair do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), com o alvará em mãos. Ele estava na rua, seguindo para o ponto de ônibus.

A vítima, Edilson Rodrigues dos Anjos, de 32 anos, tinha acabado de ser liberada quando pistoleiros o atingiram com disparos de arma de fogo.

Chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital, ainda na viatura do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência).

O alvará de soltura estava nas mãos dele. Estava preso por infração ao Estatuto do Desarmamento e conseguiu reverter a prisão preventiva.

Edilson dos Anjos havia sido pego no dia 29 de setembro, por suspeita de cometer assalto à empresa do ex-patrão, em Ponta Porã, na mesma época.  Foram levados da empresa trinta mil reais além de armas.

Quando saiu, atiradores em um Fiat Toro já estavam à espreita. Atingiram o alvo, uma mulher de 22 anos e ainda uma criança.

Ele foi reanimado por socorristas e seria levado para o hospital, mas não houve tempo.

Medo e silêncio - Ninguém gosta de falar por ali. O crime aconteceu quase que na varanda de um mercadinho, perto do ponto de ônibus, que estava cheio.

Normalmente quem sai do presídio pega ônibus aqui na frente”, disse a comerciante.

Um barbeiro contou que estava cortando cabelo na hora achou que eram fogos. O cliente é o dono de um dos carros atingidos pelos disparos.

"Graças a Deus que não estávamos lá fora", alivia-se.

Ao comentar o acontecido de hoje, uma moradora comentou que há muito tempo não acontecia algo assim por ali. “Mas só essa semana morreram dois”, lembrou.

“Está perigoso de novo”, resumiu.

Em Campo Grande, outro detento foi morto esta semana ao sair para trabalhar, no presídio  semiaberto da Gameleira. A morte foi atribuída à guerra por espaço na fronteira com o Paraguai.

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