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Economia

Com 1,2 milhão de inadimplentes em MS, aprenda como sair da estatística

Mato Grosso do Sul tem atualmente 1.266.599 inadimplentes, totalizando quase R$ 10 bilhões em dívidas

Por Izabela Cavalcanti | 23/02/2026 11:15
Com 1,2 milhão de inadimplentes em MS, aprenda como sair da estatística
Aplicativo da Serasa aberto em celular (Foto: Paulo Francis)

Em um cenário em que o custo de vida pressiona o orçamento das famílias e qualquer imprevisto pode desestabilizar as contas, a organização e o planejamento passaram a ser questão de sobrevivência financeira.

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Mato Grosso do Sul registra mais de 1,2 milhão de inadimplentes, que acumulam cerca de 5,7 milhões de dívidas, totalizando R$ 9,9 bilhões. Em média, cada consumidor negativado deve R$ 7.834,86, com valor médio por dívida de R$ 1.723,26. O sistema financeiro concentra a maior parte das dívidas, com bancos e cartões de crédito representando 27,66% dos débitos. O perfil dos inadimplentes mostra predominância masculina (52,3%), com maior concentração na faixa etária de 41 a 60 anos (35,3%). O gasto médio mensal no estado é de R$ 3.330, com despesas de supermercado chegando a R$ 970.

Mato Grosso do Sul tem atualmente 1.266.599 inadimplentes, que acumulam 5.758.631 dívidas. O valor total devido chega a R$ 9.923.624.588. Em média, cada consumidor negativado deve R$ 7.834,86, enquanto o valor médio por dívida é de R$ 1.723,26.

Diante desse contexto, a Serasa orienta os consumidores sobre como manter as finanças sob controle e evitar que o nome entre na lista de devedores.

A principal orientação é buscar previsibilidade. Saber quanto se ganha, quanto se gasta e quando cada conta vence é o primeiro passo. Ter uma reserva de emergência, mesmo que pequena, também é apontada como fundamental. Essas são as dicas do especialista em Educação Financeira da Serasa, Giovani Inocente.

Com 1,2 milhão de inadimplentes em MS, aprenda como sair da estatística
Compras com cartão de crédito lideram as dívidas (Foto/Arquivo/Osmar Veiga)

“A dica é que tenha uma reserva, mesmo que pequena. Todo valor guardado é muito positivo, cada vez mais eu consigo ter menor impacto. A gente percebe que o consumidor tem deixado de lado as contas básicas, isso é uma preocupação. Além da reserva, o principal é ter conhecimento e previsibilidade das contas”, disse em entrevista ao Campo Grande News.

Ele reconhece que a recomendação tradicional de poupar uma parcela significativa da renda nem sempre é viável. “O indicado normalmente pelos especialistas é guardar 30%, mas a gente sabe que não é a realidade.”

Segundo ele, o desemprego e a falta de renda continuam sendo os principais fatores que levam à inadimplência.

“O principal fator é o desemprego e a falta de renda, então, a gente vê que isso ainda é preocupante”, completou.

As dívidas estão concentradas principalmente no sistema financeiro. Bancos e cartões de crédito lideram, com 27,66% dos débitos, seguidos pelas financeiras, com 18,47%. As contas básicas, como água, luz e gás, representam 15,68%, um dado que preocupa por envolver serviços essenciais.

Também aparecem serviços (14,77%), varejo (9,72%), telecomunicações (4,60%), securitizadoras (3,25%) e cooperativas (3,24%).

Perfil – O perfil dos inadimplentes no estado mostra leve predominância masculina, com 52,3%, enquanto as mulheres representam 47,7%.

A faixa etária mais afetada é a de 41 a 60 anos, que concentra 35,3% dos casos, seguida por pessoas entre 26 e 40 anos, com 33,7%. Consumidores com mais de 60 anos correspondem a 19,8%, e jovens de até 25 anos somam 11,2%.

Em Mato Grosso do Sul, o gasto médio mensal é de R$ 3.330, colocando o estado na 14ª posição no ranking nacional da Serasa. As despesas com supermercado chegam a R$ 970, acima da média nacional de R$ 930. As contas fixas e recorrentes somam R$ 610, também superiores à média do país. O transporte consome R$ 360 mensais.

Por outro lado, a moradia tem média de R$ 900, abaixo dos R$ 1.100 registrados nacionalmente. Já os gastos com saúde e atividade física, chegam a R$ 280. Lazer fica em R$ 340, igual à média nacional, e compras em geral somam R$ 380.

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