Motorista de Gol se apresenta e cabelo é encontrado no pára-choque
De acordo com a Polícia, o gerente de um restaurante disse que não ficou no local porque foi liberado pela Ciptran; veja o vídeo
O motorista do segundo veículo envolvido no acidente que matou Antônio Clélio de Souza, de 86 anos, se apresentou na tarde desta quinta-feira à Polícia Civil. Cesar Luis Batistelli, 53 anos, disse que não permaneceu no local do atropelamento porque foi liberado pela Ciptran (Companhia Independente de Polícia de Trânsito).
A informação inicial sobre o acidente ocorrido por volta das 6h50min dessa quarta-feira na avenida Afonso Pena, entre a 13 de Junho e a José Antônio, era de que apenas o Gol duas portas conduzido pelo guarda municipal Bruno Gil de Oliveira, 27 anos, estava envolvido no atropelamento.
- Leia Também
- Dois carros estão envolvidos em atropelamento de idoso na Capital
- Identificado homem que morreu atropelado por guarda municipal na Afonso Pena
No entanto, imagens feitas pela câmera de um prédio mostram Antônio sendo atropelado por dois veículos Gol. O vídeo mostra o idoso caminhando pela calçada no sentido centro/ Parque dos Poderes e atravessar a via.
Quando ele chega na faixa da esquerda, quase no canteiro central, é atropelado pelo Gol dirigido por Bruno. Um segundo depois, o Gol quatro portas também o atinge. Pelas imagens, a impressão é de que este último veículo passa por cima de Antônio, que ainda tentou correr e evitar o atropelamento. Também é possível perceber freadas, que deixaram marcas no asfalto, conforme mostram fotografias.
Cesar se apresentou nesta tarde e não havia nenhuma irregularidade com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e nem com o carro dele.
De acordo com o delegado Wellington de Oliveira, responsável pelas investigações, o gerente de um restaurante da Capital declarou que saiu do local porque foi liberado pela Ciptran. Também nesta tarde foi feita perícia no Gol do trabalhador, sendo encontrado no pára-choque dianteiro cabelo possivelmente de Antônio.
Para o delegado, a princípio, houve falha na “percepção” do pedestre e principalmente dos dois motoristas, que não teriam prestado a devida atenção ao movimento à frente e até poderiam ter desviado de Antônio.
Conforme Wellington, laudo pericial irá indicar a causa do acidente e também qual veículo que matou o idoso. Bruno e Cesar podem ser indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar).
Os dois motoristas seguiam para o trabalho no momento do acidente. A vítima morava nas proximidades e ia fazer caminhada na Praça Esportiva Belmar Fidalgo, hábito que mantinha há aproximadamente 25 anos, segundo relato de familiares à Polícia.


