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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

02/02/2019 11:47

Na 14 de Julho, pedintes intimidam clientes e prejudicam comércios

Comerciantes relataram que a situação está crítica na região e algumas lojas já estão perdendo clientes

Kerolyn Araújo e Bruna Pasche
Comerciantes reclamam da constante presença de usuários de drogas na rua. (Foto: Henrique Kawaminami)Comerciantes reclamam da constante presença de usuários de drogas na rua. (Foto: Henrique Kawaminami)

A Rua 14 de Julho, a mais famosa do comércio de Campo Grande, vem sofrendo com a grande quantidade de usuários de drogas e pedintes que circulam na região central da cidade. Comerciantes acusam os andarilhos de intimidarem clientes, o que acaba refletindo negativamente nas vendas.

Há mais de 10 anos com uma loja de produtos hospitalares na 14 de Julho, a empresária Darlene Corrêa Montello relatou ao Campo Grande News que, nos últimos dois anos, a situação ficou crítica. Segundo a comerciante, o fluxo de usuários de drogas assusta os clientes que chegam à loja. '“Exaltados, eles intimidam os clientes e não saem de cima até que a pessoa dê dinheiro”, disse.

Uma das preocupações de Darlene é perder vendas por causa da situação. Conforme a empresária, a maioria das pessoas que procura a loja tem algum tipo de limitação e acaba sendo mais vulnerável. Policiamento que, segundo ela, melhoraria a situação, faz falta. “O carro da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) passa todo dia multando, mas não tem da polícia fazendo rondas”, ressaltou.

 

Comerciante culpa abandono da Orla Ferroviária. (Foto: Henrique Kawaminami)Comerciante culpa abandono da Orla Ferroviária. (Foto: Henrique Kawaminami)

Dono de uma loja de sapatos há mais de 50 anos, José Corrêa Lima, 77 anos, culpa a Orla Ferroviária pela “invasão” dos usuários na região. “Essa Orla acabou com o comércio. Ali tem muita boca de fumo e nenhum policiamento”, disse.

Vistas como “alvos fáceis”, vendedoras de lojas da região também sofrem com a presença dos usuários. Segundo Yarin Lopes, um deles já teria feito gestos obscenos em frente as lojas. “É um risco que corremos quando ficamos sozinhas”.

Segundo a vendedora, acionar a polícia não resolve. “Chamamos a Polícia Municipal e eles falam que isso é problema da Polícia Militar. Fica um jogo de empurra”, finalizou.

Insegurança - Pelo menos dez lojas da Rua 7 de Setembro, no trecho entre 14 de Julho e Rui Barbosa, na região central de Campo Grande, foram alvos de tentativa de furto na madrugada do dia 24 de janeiro. Os comerciantes acreditam que a tentativa de arrastão foi feita por usuários de drogas.

Para driblar o problema, os empresários estudam contratar um segurança particular.



Se fosse só na 14 de julho, tava bom né? Campo Grande toda está tomada por vagabundos, larápios, drogados, pedintes. Não se tem mais sossego pra andar nas ruas da cidade. Antes era mais restrito à noite, mas agora agem sem pudor nenhum. A cada 15 passos tem um pedindo dinheiro, cigarro, e ainda se dão ao direito de ficarem bravos se não der o que pedem... Tá fácil né? Daqui a pouco vamos ter que trabalhar pra sustentar vagabundos. O pior é que ninguém faz nada, seja estado ou município... Polícia nas ruas só servem pra fazer blits, multar e guinchar carros e motos. Alguém tem que tomar alguma providência porque daqui a pouco ninguém mais vai sair pras compras no centro, ainda mais sendo tão fácil comprar pela internet.
 
Mariana Carvalho em 02/02/2019 13:06:17
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