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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

20/02/2019 18:00

Nando é condenado a 18 anos por morte de adolescente no Danúbio Azul

Serial killer já somava mais de 50 anos de prisão em outras três condenações.

Gabriel Neris e Liniker Ribeiro
Nando foi ouvido por videoconferência (Foto: Mirian Machado)Nando foi ouvido por videoconferência (Foto: Mirian Machado)

Luiz Alves Martins Filho, o Nando, autor de uma série de assassinatos no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, foi condenado por 18 anos e 3 meses em regime fechado pela morte de Jenifer Luana Lopes, de 16 anos.

A sentença do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, foi de 17 anos por homicídio por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificulta a defesa da vítima, e 1 ano e 3 meses por ocultação de cadáver.

Segundo o juiz, Nando havia confessado o assassinato de Jenifer na delegacia, mas no decorrer do processo negou o crime. Durante o julgamento também negou envolvimento na morte da adolescente.

Nando afirmou que era amigo e mantinha relações sexuais com um homem conhecido como “Vasco” e que sabia onde ela estava enterra porque o rapaz teria contado. Também negou que Michel Henrique Vilela Vieira tenha participação do crime. Michel foi condenado a 10 anos e 10 meses por homicídio e absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

Este foi o quarto julgamento de Nando. Ele foi condenado em todos os outros e as penas já ultrapassavam os 56 anos de cadeia.

No início da audiência, a acusação alegava que Nando havia passado por exames psiquiátricos e tinha capacidade de entendimento e consciência dos seus atos. “Nando é manipulador, tem inteligência avançada e uma mente brilhante. Em cada interrogatório traz uma linha com algo novo sobre o que é questionado”, disse o promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos.

Nando foi ouvido por videoconferência porque está com tuberculose e se recusa a fazer tratamento, não podendo ter contato com outras pessoas.

Ele é autor de uma série de assassinatos no bairro Danúbio Azul. As vítimas eram, em maioria, jovens mulheres envolvidas com consumo de drogas e inseridas em contexto de vulnerabilidade social. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes.



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