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Capital

No "Dia D" contra dengue, agentes de saúde caçam criadouros no Estrela do Sul

Agentes de saúde e equipes de Corpo de Bombeiros procuram criadouros do mosquito da dengue, doença que matou 42 este ano em MS

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 21/11/2020 10:55
Agentes de saúde percorrem rua no bairro Estrela do Sul (Foto: Marcos Maluf)
Agentes de saúde percorrem rua no bairro Estrela do Sul (Foto: Marcos Maluf)

Com índice de infestação de dengue em 2,2%, o bairro Estrela do Sul é alvo do “Dia D”, campanha que agrega força-tarefa de equipes do Município e do Estado contra o mosquito Aedes aegypti.

Em Mato Grosso do Sul, segundo dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), são 71.065 notificações e 42 mortes sendo 12.641 em Campo Grande. A capital concentra 7 óbitos.

Pelo município, são 85 agentes de saúde e 20 colaboradores do Proinc (Programa de Inclusão Profissional). O governo do Estado irá participar com cerca de 20 militares do Corpo de Bombeiros que usarão drones e escadas para identificar possíveis focos do mosquito em calhas, caixas d´águas, quintais e telhados.

O grupo reuniu-se na escola estadual Dr. Arthur de Vasconcellos Dias, na rua Dr. Jivago.

Bombeiros participam da ação no bairro (Foto: Marcos Maluf)
Bombeiros participam da ação no bairro (Foto: Marcos Maluf)

O coordenador do Controle de Vetores da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Vagner Ricardo, disse que as ações se concentram neste fim de semana no Estrela do Sul, mas o trabalho se estenderá por todos os bairros com alto índice de infestação.

Hoje, os agentes estão em busca dos criadouros de fácil remoção, os locais de preferência do mosquito, como garrafas e pneus. “São coisas que acabamos esquecendo no quintal, mas que o mosquito coloca os ovos ali e permanecem por um bom tempo, mesmo nesse período de chuvas mais esparsas”.

No domingo, segundo Ricardo, os agentes vão nas casas fechadas, onde o acesso será feito com auxílio de chaveiros, conforme já ocorreu em campanhas anteriores.

O secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, alertou para que Mato Grosso do Sul é o segundo em número de mortes por dengue no País. “Isso mostra que a doença está bastante presente”, avaliou. Resende falou que houve investimento de R$ 2 milhões, com aquisição de bombas costais e do fumacê.

Agentes procuram os criadouros como garrafas e pneus (Foto: Marcos Maluf)
Agentes procuram os criadouros como garrafas e pneus (Foto: Marcos Maluf)

O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, o “Dia D” é importante para chamar atenção da população. No Estrela do Sul, o LIRAa (Levantamento de Infestação Rápido pelo Aedes aegypti), o índice é de 2,2%. Segundo o boletim, Iracy Coelho e Tiradentes estão com alto percentual de risco, sendo 5,4% e 4,8% de infestação, e outros 29 estão em alerta.

Iracy Coelho e Tiradentes são os próximos bairros que serão alvo da força-tarefa.

A secretaria também espera que a soltura dos primeiros exemplares do mosquito Aedes Aegypty com a bactéria Wolbachia também comece a surtir efeito.

Agente de saúde recolhe lixo em terreno no Estrela do Sul (Foto: Marcos Maluf)
Agente de saúde recolhe lixo em terreno no Estrela do Sul (Foto: Marcos Maluf)

A Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti. Quando presente nestes mosquitos, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças.

Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração de mosquitos com Wolbachia.

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