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Capital

No hospital, pacientes esquecem doença e internação na torcida pelo hexa

Profissionais do Humap decoraram uma sala para que internados acompanhassem a estreia da Seleção Brasileira

Por Viviane Oliveira e Bruna Marques | 13/06/2026 19:33


RESUMO

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Pacientes internados no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, acompanharam a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 em um espaço decorado com balões e bandeiras do Brasil, organizado pela equipe de enfermagem. A iniciativa teve como objetivo proporcionar momentos de acolhimento e descontração aos internados, que assistiram ao jogo contra Marrocos reunidos em uma sala multiuso do hospital.

O primeiro gol de Marrocos acabava de sair quando a atenção de quatro pacientes se voltou ainda mais para a televisão instalada numa sala multiuso da Clínica Médica do Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian). O placar desfavorável não diminuiu a expectativa de quem acompanhava a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, neste sábado (13) diretamente do hospital.

Balões verdes e amarelos decoravam a entrada da clínica e seguiam pelos corredores. Na sala, uma bandeira do Brasil pendurada em um carrinho multiuso dividia espaço com a televisão cercada por enfeites nas cores nacionais. Enquanto alguns pacientes assistiam à partida reunidos no local, outros acompanhavam o jogo dos quartos pelo celular.

Entre os torcedores estava o estudante Marlon Pietro de Almeida Rodrigues, de 15 anos. Internado desde segunda-feira (8) para tratamento de anemia falciforme, ele pediu à mãe que levasse uma televisão ao hospital para garantir que não perderia a estreia brasileira. "Minha mãe trouxe hoje de manhã porque eu queria acompanhar o jogo. Estou confiante em um 3 a 2 para o Brasil", disse o adolescente, que assistia à partida ao lado da tia, do irmão e do primo.

No hospital, pacientes esquecem doença e internação na torcida pelo hexa
Apaixonado por futebol, Marlon, acompanhou a partida do Brasil mesmo internado no Humap (Foto: Paulo Francis)

Corintiano e apaixonado por futebol, Marlon contou que costuma jogar bola com familiares e amigos no campinho próximo de casa, no Bairro Paulo Coelho. Entre seus ídolos estão Neymar, Vinícius Júnior e Endrick.

A iniciativa de criar um espaço para os pacientes acompanharem a Copa partiu da equipe de enfermagem. O técnico de enfermagem Alexandre Wagner Leão Coimbra, de 23 anos, explicou que a decoração começou a ser preparada na sexta-feira (12) e foi concluída neste sábado. "A ideia é proporcionar dias mais leves para quem está internado. Muitas vezes o paciente fica longe da família e da rotina. Criamos esse espaço para trazer um pouco de acolhimento e descontração", afirmou.

Enquanto falava com a reportagem, Alexandre comemorou o empate brasileiro marcado por Vinícius Júnior. Nascido em junho de 2002, durante a campanha do pentacampeonato, ele admite que o futebol sempre esteve presente em sua vida. "A expectativa é grande. Já temos cinco estrelas e estamos em busca da sexta."

No hospital, pacientes esquecem doença e internação na torcida pelo hexa
Pacientes acompanharam a estreia da Seleção Brasileira reunidos em sala preparada para a transmissão (Foto: Paulo Francis)

O espaço preparado pela equipe também conquistou o aposentado Osmar Luiz Gonçalves, de 80 anos. Internado desde segunda-feira, ele não perdeu o otimismo mesmo após o gol marroquino. "Esse primeiro gol foi uma isca para chamar o Brasil. Acho que vai ser 3 a 1 para a Seleção. Se Deus quiser, o hexa vem", brincou.

Segundo Osmar, momentos como esse ajudam a enfrentar a internação. "Eles nos dão atenção e conforto. Isso ajuda a passar o tempo e torna o tratamento mais leve."

Há quase um mês, também internado para tratamento de anemia falciforme, o estudante Gabriel de Oliveira Santos, de 20 anos, também aprovou a iniciativa."Foi uma brilhante ideia trazer a televisão para a gente assistir. Tira o tédio, principalmente para quem está internado há bastante tempo", afirmou.

Corintiano como os demais companheiros de torcida, Gabriel acredita que a Seleção ainda conseguiria virar a partida. "O Brasil começou ruim, mas acho que dá para virar. Meu palpite é 2 a 1."

No hospital, pacientes esquecem doença e internação na torcida pelo hexa
Equipe de enfermagem organizou espaço para que pacientes acompanhassem a estreia da Seleção Brasileira (Foto: Paulo Francis)

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