No Santo Amaro, saudades, homenagens e movimento tranquilo no Dia de Finados
Muitos anteciparam visitação no fim de semana e comerciantes estão de olho na previsão do tempo
No Santo Amaro, o maior cemitério público de Campo Grande, o movimento ainda é tranquilo no início da manhã. Os comerciantes dizem que muitas pessoas anteciparam a visita aos túmulos para o fim de semana, mas esperam vender, ao longo do dia, o estoque reservado para a data.
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No Dia de Finados, o cemitério Santo Amaro, o maior público de Campo Grande, com 47.606 lápides, teve movimento tranquilo no início da manhã. Comerciantes afirmam que muitos anteciparam a visita para o fim de semana, mas esperam vender o estoque ao longo do dia. A Agetran organiza o trânsito no local. Vendedores relatam queda nas vendas desde a pandemia, embora o movimento supere o do ano passado. A previsão de chuva e ventos de até 70 km/h preocupa, pois temporal prejudicou as vendas em 2025.
Quem chegou antes das 7h não enfrentou filas na entrada, na Avenida Presidente Vargas. Para organizar o trânsito ao longo do dia, equipes da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) estão no local. Ao longo da via, várias barracas oferecendo flores e velas aos visitantes.
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Joana Dantas estava entre os que chegaram cedo e já se preparava para sair. Embora tenha reservado o Dia de Finados para uma visita especial, costuma ir ao cemitério a cada 15 ou 20 dias. Além do túmulo da filha, que morreu em 2014, costuma visitar os dos pais e da cunhada. “Dói, bate a saudade”, resumiu.
Os irmãos Mara e Moisés Moraes estavam no Santo Amaro para visitar o túmulo do avô, que morreu em 1969. “Uma tradição e homenagem, por tudo que ele representou na nossa vida, na nossa família”, disse Mara.
Para os comerciantes, a expectativa é que a tranquilidade das primeiras horas dê lugar a um movimento maior ao longo do dia. Jucimei Silva Junqueira trabalha com a venda de flores e monta seu ponto em frente ao cemitério no Dia de Finados há 20 anos. Em outras duas barracas, estão o marido, o filho e a nora.
Jucimei diz que as vendas têm caído desde a pandemia. “Quando dava 5 horas da manhã, já começava a descer o povo. Hoje, hoje é muito pouca gente”, avalia. Mas a comerciante acredita que, neste ano, o movimento está melhor do que no ano passado.

“O que vender tá bom, né? Têm coisas que a gente não faz por dinheiro, eu faço por amor, acho que é uma missão que a terra”, disse a comerciante. Nesses 20 anos, acabou se familiarizando com os rostos de quem costuma aparecer no Dia de Finados.
“As pessoas já vêm direto na minha banca, todo ano, graças a Deus; então você vai pegando amizade e a pessoa vai sempre lembrando de você, sabe?”.
Além de esperar uma melhora nas vendas, quem montou barraca em frente ao cemitério também está de olho no céu. A previsão para hoje é de chuva e ventos de até 70 km/h. A comerciante Eliane Pereira lembra que, no ano passado, o temporal prejudicou as vendas na data. Em 2025, os ventos arrastaram barracas e causaram prejuízos na cidade.
O Santo Amaro é o maior cemitério público de Campo Grande, com 47.606 lápides.
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