No velório de ex-militar, mãe defende filho morto a tiros: "ele não era bandido"
Jorciley Eloy de Moraes, de 46 anos, foi baleado na noite de quarta-feira (12) após ser confundido com irmão

“Meu filho é inocente, não é bandido como falaram”, disse Rosana Ramos dos Santos, mãe de Jorciley Eloy de Moraes, à reportagem do Campo Grande News durante o velório do ex-militar, na tarde deste sábado (15). Jorciley foi baleado na cabeça na noite da última quarta-feira (12), próximo ao portão de uma casa na Rua Andrade Neves, no Jardim Noroeste. A suspeita é de que ele tenha sido confundido com o irmão, que está em liberdade condicional.
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Jorciley Eloy de Moraes, ex-militar que trabalhava como cozinheiro, foi baleado na cabeça na quarta-feira (12) na Rua Andrade Neves, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, e morreu no dia seguinte. A suspeita é de que ele tenha sido confundido com o irmão, que cumpre liberdade condicional e teria ligações com facção criminosa. A mãe, Rosana Santos, afirmou durante o velório que o filho era inocente.
Com poucos familiares, ainda bastante abalados, a cerimônia de despedida foi marcada pelo silêncio e pela comoção. Na capela de uma funerária da região do São Francisco, uma coroa de flores foi colocada próxima ao caixão, enquanto cerca de dez pessoas se despediam do ex-militar.
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À reportagem, Rosana contou que o filho trabalhava como cozinheiro. Muito emocionada, pediu privacidade neste momento de dor e afirmou que Jorciley morreu por engano. Do lado de fora da capela, outras duas familiares também choravam quando a equipe chegou ao local.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado no dia do crime, os autores estavam em uma motocicleta preta. Eles se aproximaram da residência e atiraram contra a cabeça de Jorciley, que estava sentado de costas para o portão. Após os disparos, a dupla fugiu.
O ex-militar foi socorrido por uma moradora e levado ao CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande.
Na manhã seguinte, vestígios de sangue ainda podiam ser vistos na calçada e em uma peça de roupa espalhada pelo quintal. Moradores da região disseram que Jorciley não morava no endereço, mas costumava frequentar a casa. Segundo os relatos, ele era conhecido como uma pessoa “tranquila e trabalhadora”.
A morte foi confirmada às 19h43 de quinta-feira (13).
Ainda conforme o registro policial, o irmão de Jorciley contou aos policiais que cumpre liberdade condicional e afirmou já ter integrado uma facção criminosa de São Paulo. Por isso, segundo ele, acreditava que o CV (Comando Vermelho), grupo rival, poderia ter ordenado um ataque contra ele.
A suspeita investigada é de que os atiradores tenham confundido Jorciley com o irmão. Os dois seriam fisicamente parecidos e, no momento do ataque, a vítima estava sentada de costas para a rua, o que pode ter dificultado a identificação.


