Quase 300 milhões de idosos em risco devido ao calor excessivo
Agosto. Tórrido. Nunca foi assim. Com um aquecimento que cresceu 1,5% nos últimos anos, a vida de 22% das pessoas com mais de 60 anos já está em risco devido ao estresse térmico. O planeta está esquentando e isso tem consequências óbvias para a saúde. Sobretudo para os idosos que tem mais dificuldade para regular seu termostato interno e manter o organismo a temperatura adequada para a vida. Um estudo da Universidade de Stanford (EUA), publicado há poucos dias na revista cientifica “The Lancet” concluiu que o calor será mais frequente do que acreditávamos. Os idoso passarão pelo menos um mês, a cada ano, correndo risco de vida.
Como o calor mata idoso.
O envelhecimento está associado com uma diminuição da capacidade de regularmos nossa temperatura interna. Diminuímos a produção de suor, os vasos sanguíneos próximos à epiderme pouco se dilatam e ainda ocorre a diminuição do que os médicos chamam de “gasto cardíaco”. Em resumo, perdemos a capacidade de dissipar o calor de nosso corpo. Nos tornamos mais vulneráveis ao calor. E, quem tem alguma doença, perante o calor excessivo, fica ainda mais descompensado.
Além de matar velhinho….
O calor excessivo, além de matar velhinho, também trás consequências perversas para a sociedade inteira. É previsto um gasto de energia que o Brasil dificilmente suportará. Também veremos muitos outros rios desaparecerem, além de secas que determinarão muitos insucessos nas plantações e na criação de bovinos.
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