Nova vítima surge em processo sobre tiroteio que matou criança em conveniência
Quatro réus, que estão presos preventivamente, serão interrogados no próximo mês; ataque ocorreu em maio
A audiência de instrução do processo que apura o tiroteio que matou uma criança de 2 anos e deixou outras três pessoas feridas foi realizada nesta segunda-feira (17), em Campo Grande. Ao longo da sessão, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação. Os quatro réus deverão ser interrogados na próxima audiência, prevista para o mês que vem.
RESUMO
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Audiência sobre o tiroteio que matou uma criança de 2 anos no Jardim Noroeste, em Campo Grande, ouviu cinco testemunhas nesta segunda-feira (17). Uma nova vítima foi identificada durante a sessão. A defesa pediu revogação da prisão preventiva de três dos quatro réus. Os acusados Mayke, Adriel, Gislaine e Thayanne serão interrogados na próxima audiência, prevista para o mês que vem.
A sessão ocorreu em um dos auditórios do Tribunal do Júri devido ao número de estudantes que acompanhavam a audiência. Durante o procedimento, surgiu ainda uma nova vítima do ataque, que não havia sido incluída na denúncia apresentada inicialmente pelo Ministério Público.
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Ao Campo Grande News, o advogado de defesa dos réus afirmou que a promotoria deverá complementar a denúncia para incluir o rapaz como vítima. O juiz responsável pelo caso confirmou que o Ministério Público vai analisar a inclusão e que, na próxima audiência, os acusados serão interrogados já considerando a nova acusação.
Segundo a defesa, o rapaz identificado como uma nova vítima, estava sentado a uma mesa na área externa da conveniência quando foi atingido. O advogado afirmou que a nova informação reforçaria a tese de que os disparos podem ter atingido pessoas que não tinham relação com a confusão que teria antecedido o ataque.
A defesa também pediu a revogação da prisão preventiva de três dos quatro réus. O pedido não foi feito em relação a Mayke Joulson dos Anjos Campos, apontado pela investigação como o autor dos disparos. Segundo o advogado, durante a audiência não teriam surgido elementos que comprovassem a participação de Adriel, Gislaine e Thayanne no ataque da forma descrita na investigação.
O defensor afirmou ainda que não houve confirmação, durante os depoimentos, da utilização de uma caminhonete ou de atos preparatórios para o crime. A decisão sobre a manutenção ou não das prisões deverá ser analisada pelo juiz após a promotoria apresentar o aditamento da denúncia.
Na próxima audiência, deverão ser interrogados os quatro acusados: Mayke, Adriel, Gislaine e Thayanne. Conforme a defesa, essa etapa deve ocorrer no próximo mês e será a última antes da decisão sobre a pronúncia dos réus.

Caso - O tiroteio aconteceu na madrugada do dia 17 de maio no Jardim Noroeste. Uma criança de 2 anos, que estava no colo da mãe, foi atingida na cabeça e morreu. A mulher também foi baleada no tórax e um adolescente de 16 anos foi atingido na cabeça. Com a inclusão do rapaz, passam a ser consideradas quatro vítimas feridas além da criança morta.
A investigação aponta que o ataque ocorreu após uma confusão dentro da conveniência. Conforme a versão apresentada pela Polícia Civil, Mayke e Thayanne deixaram o local após a briga e retornaram posteriormente em uma motocicleta. Mayke teria descido da garupa e efetuado diversos disparos contra pessoas que estavam na calçada.
Adriel e Gislaine são apontados pela investigação como responsáveis por dar apoio logístico ao grupo e auxiliar na fuga. Os quatro foram presos e tiveram as prisões convertidas em preventivas.
A defesa, porém, sustenta uma versão diferente. O advogado afirma que Mayke teria discutido com um homem dentro da conveniência após supostamente ele mexer com a esposa e as filhas do acusado. Segundo a defesa, Mayke teria deixado o local, buscado uma pistola calibre .40 e retornado para confrontar o homem.

O advogado afirma que o cliente não tinha experiência com arma de fogo e que o primeiro disparo teria causado um recuo da pistola, fazendo com que ele perdesse o controle e continuasse pressionando o gatilho. A defesa nega ainda que tenha havido planejamento prévio ou associação criminosa.
Durante a audiência desta segunda-feira, segundo o advogado, a mãe da criança se emocionou ao prestar depoimento. As testemunhas de acusação foram ouvidas e os interrogatórios dos quatro acusados ficaram para a próxima etapa do processo.
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