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Capital

Número de assaltos em Campo Grande dobrou nos últimos 3 anos

Por Rafael Ribeiro | 16/12/2016 12:49
Comandante da PM na cidade, coronel Waldir Ribeiro Acosta vê como fenômeno nacional aumento (Foto: Divulgação/PMMS)
Comandante da PM na cidade, coronel Waldir Ribeiro Acosta vê como fenômeno nacional aumento (Foto: Divulgação/PMMS)
De moto, Alexsandro Pompeu Silva roubou dez pessoas em seis horas nesta semana (Foto: Julia Kaifanny)
De moto, Alexsandro Pompeu Silva roubou dez pessoas em seis horas nesta semana (Foto: Julia Kaifanny)

Mesmo ainda restando 15 dias para o fim do ano, Campo Grande já vê os casos de assaltos registrados pela Polícia Civil explodirem em 2016 e dobrarem em relação aos números de três anos atrás.

Segundo as estatísticas criminais da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) divulgadas na internet, até a manhã desta sexta-feira (16) a capital teve 7.087 casos de roubos registrados neste ano.

Os números do governo registram que há três anos, em 2013, foram comunicados ao todo 3.532 crimes do mesmo tipo. Ou seja, um aumento de 100,7%.


De 2013 até aqui, os casos de roubos subiram em crescente anual em Campo Grande. Em 2014, foram 5.176 assaltos registrados. No ano seguinte, já chegaram a 6.656.


O reflexo da escalada criminosa é comprovada pelo número de casos comunicados a polícia. Neste ano, até agora, a média é de 20 roubos diários. Em 2013, eram nove casos por dia proporcionalmente.

“Não é algo ocorrido somente aqui, mas um fenômeno em todo o Brasil, onde as pessoas buscam alternativas diante da crise econômica e fechamento do mercado de trabalho”, diz o coronel da PM Waldir Ribeiro Acosta, comandante do Policiamento Metropolitano, responsável pela Polícia Militar na cidade.

Para o coronel, apesar dos números altos de Campo Grande, a cidade ainda aparece como exemplo positivo quando comparada a outras capitais brasileiras. “Mesmo com nossos números ficamos como a terceira cidade mais segura do país (segundo os dados do Anuário de Segurança Pública do Ministério da Justiça)”, diz.


Motoqueiros – Até a manhã desta sexta-feira (16), Campo Grande teve 261 casos de roubos registrados neste mês. A média, de 16 ocorrências do tipo por dia, por enquanto é menor que a de agosto, quando 694 crimes do tipo foram comunicados à polícia, uma média diária de 31 assaltos, o ápice do ano.

Segundo dados de registros das ocorrências da Polícia Civil avaliados pelo Campo Grande News, a maioria dos roubos na cidade acontecem por suspeitos armados em motos ou bicicletas. O alvo principal: vítimas que estejam esperando ônibus.

Os números mostram que ocorreram 19 casos de roubo até aqui no mês a pessoas que esperavam ônibus. Em novembro foram 21 assaltos do mesmo tipo e circunstâncias no mesmo período. “O problema (em Campo Grande) não é pontual de um local. Os autores buscam a oportunidade, uma rua vazia, sem chances de fuga, de pessoas que não possam oferecer grande resistência, como idosos, adolescentes”, diz Acosta.


Para conter os números de roubos, a Sujesp deve anunciar na próxima semana a aquisição de mais viaturas para aumento do reforço das patrulhas ostensivas em pontos considerados críticos da cidade. Operações de batalhões da elite da PM e da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) da Polícia Civil serão intensificadas, segundo apurou o Campo Grande News.


O objetivo é fazer prisões como a de Alexsandro Pompeu Silva, de 19 anos, acusado de cometer dez assaltos em um período de seis horas na última quarta-feira (14), sempre de moto e com pedestres como alvo principal dos crimes.

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