Operação apreende R$ 10 mil em fiação usada em "gato" de energia em comunidade
Conforme o boletim de ocorrência, registrado pela concessionária, foram retirados 450 metros de fios
A estrutura usada para abastecer clandestinamente cerca de 200 famílias da Comunidade Agrovila Campão, em Campo Grande, foi avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. O valor consta no boletim de ocorrência registrado pela Energisa após a operação que desativou as ligações irregulares de energia na manhã desta quinta-feira (23). Ao todo, equipes da concessionária recolheram cerca de 450 metros de cabos utilizados nos chamados "gatos".
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Conforme o registro, funcionários do setor de combate a perdas da concessionária encontraram diversas ligações clandestinas em imóveis da ocupação instalada às margens da BR-262, na região do Núcleo Industrial. Os cabos estavam conectados diretamente à rede de distribuição de energia e foram retirados durante a operação.
- Leia Também
- Operação contra “gato” corta energia de 200 famílias na saída para Sidrolândia
- Com apoio da PM, fim de "gatos" deixa 150 famílias sem energia e gera revolta
Ainda segundo o boletim, toda a fiação recolhida foi apresentada à polícia e avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. O material será destinado pela concessionária. O caso foi registrado como furto de energia.
A retirada das ligações ocorreu com apoio da Polícia Militar e mobilizou moradores da comunidade, que acompanharam a operação. Apesar da tensão, não houve registro de confronto nem bloqueio da rodovia.
A Agrovila Campão está instalada na área há cerca de quatro anos e, segundo as lideranças locais, reúne mais de 200 famílias. Durante a ação, moradores relataram que a energia abastecia as residências e também era utilizada para acionar bombas responsáveis pela captação de água dos poços, deixando a comunidade sem abastecimento após o desligamento.
À reportagem, o líder da ocupação, Jonas Lima Vieira, afirmou que os próprios moradores arrecadaram dinheiro para comprar a fiação utilizada nas ligações improvisadas. Segundo ele, as famílias reconhecem a irregularidade, mas cobram uma alternativa para regularizar o fornecimento de energia.
"Ninguém está se recusando a pagar pela energia. A gente só quer que eles coloquem um padrão social e forneçam energia para nós", disse na ocasião.
Os moradores afirmam que já procuraram vereadores, deputados e representantes da prefeitura em busca de uma solução. Conforme a comunidade, a concessionária exige endereço formal e a regularização da área para instalar ligações individuais.
Em nota divulgada após a operação, a Energisa informou que o objetivo da ação foi retirar ligações clandestinas que colocavam em risco a segurança dos moradores. A empresa afirmou que redes irregulares são instaladas sem critérios técnicos, aumentando as chances de choques elétricos, incêndios e acidentes fatais, além de comprometer a qualidade do fornecimento para consumidores regulares.



