Denúncia de briga levou PM à ocorrência que terminou com um morto
Adrian Nunes Lima foi atingido no tórax por três tiros de submetralhadora e não resistiu aos ferimentos
Denúncia que levou as equipes da Força Tática do 9º Batalhão e da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar ao Jardim Colúmbia na manhã de domingo (6) era de uma briga envolvendo dois homens, um deles Adrian Nunes Lima, 21 anos, o “Bracinho”, que acabou morto ao ser baleado pelos policiais dentro do cômodo onde morava na Rua Paranapebas.
RESUMO
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Adrian Nunes Lima, de 21 anos, conhecido como "Bracinho", foi morto a tiros por policiais militares do 9º Batalhão e da 11ª Companhia Independente no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, no domingo (6). Ele foi baleado após investir contra os agentes com uma faca dentro do cômodo onde morava. No local, foram apreendidos drogas e a faca usada por Adrian, que tinha diversas passagens policiais por furto, roubo e resistência à prisão.
Conforme o boletim de ocorrência, mas equipes foram acionadas via Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para conter uma ocorrência de "vias de fato" entre duas pessoas. No telefone, o denunciante repassou características exatas de um dos envolvidos na discussão: um rapaz de cabelo vermelho portando uma faca, posteriormente identificado como Adrian.
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Ainda segundo o registro policial, quando os militares chegaram, Adrian acabou fugindo para dentro do terreno onde fica o cômodo em que ele morava. A equipe entrou no local para fazer o cerco ao suspeito e deu voz de abordagem para ele sair.
No entanto, conforme o relato oficial, Adrian entrou no cômodo e, assim que a equipe foi até o imóvel, ele investiu contra os servidores usando uma faca. Para contê-lo, os policiais efetuaram então três disparos de submetralhadora .40.
O rapaz foi atingido no tórax e levado para o CRS (Centro Regional de Saúde) Nova Bahia onde acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.
Equipes da Polícia Civil e Perícia estiveram na residência onde o caso aconteceu e no local foram apreendidos 54 gramas de maconha, 3,8 gramas de cocaína, além da submetralhadora usada pelo comandante da equipe e a faca usada por Adrian. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial.
“Capivara” - Adrian tinha diversas passagens policiais. O caso mais recente foi registrado no dia 12 de junho deste ano. Na ocasião, Adrian e um comparsa identificado como Matheus Felipe Cesar de Oliveira utilizaram um alicate corta-vergalhão para invadir o local e subtrair R$ 700 em notas e R$ 200 em moedas. Um funcionário tentou intervir, mas foi intimidado pelo suspeito, que simulou estar armado.
Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada e localizou o comparsa, que indicou o paradeiro de Adrian. Durante a abordagem no imóvel, ele resistiu à prisão, tentou tomar a arma de uma policial e acabou atingido por um disparo. Mesmo ferido e algemado, conseguiu fugir pulando muros de terrenos vizinhos e evadiu-se do local.
O outro caso, o furto da bicicleta, aconteceu na noite de 19 de março deste ano. Segundo denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento ostensivo na região do Coronel Antonino quando avistou Adrian pedalando uma bicicleta aro 29, de cor laranja.
Ao notar a aproximação da viatura, o jovem tentou fugir, abandonou o veículo e arremessou um objeto sobre a cobertura de um ponto de ônibus na Rua Catanduva. Durante as buscas pela região, a guarnição conseguiu abordar o suspeito na Rua China. No momento da abordagem, os policiais constataram que o objeto arremessado no ponto de ônibus era uma tesoura/alicate utilizada para cortar vergalhões. Além disso, Adrian carregava consigo um cadeado cortado.
Questionado sobre a procedência da bicicleta, o rapaz confessou informalmente que havia furtado o veículo no período da manhã no Bairro Coophasul. A equipe policial foi até o endereço indicado e localizou o proprietário, de 28 anos, que reconheceu a bicicleta e o cadeado de sua residência. O morador relatou que percebeu a invasão ao acordar para trabalhar, notando que o portão estava arrombado e a bicicleta havia sido levada.
Adrian foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde teve a prisão em flagrante decretada. Em seu interrogatório oficial, ele optou por permanecer em silêncio e manifestar-se apenas perante a Justiça. A bicicleta e o cadeado foram apreendidos e devolvidos à vítima.
Em seus depoimentos, Adrian, que é natural de São Gabriel do Oeste, afirmava que vivia em situação de rua. No histórico criminal do rapaz ainda há um roubo em Bandeirantes, onde ele também foi preso dirigindo sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), um furto qualificado em novembro de 2025, registrado em Campo Grande, e uma ameaça em sua cidade natal.
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