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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

09/07/2019 14:47

Paciente com doença contagiosa em UPA provoca reclamação de família

Idosa aguarda desde sexta-feira por vaga em hospital e ainda não foi transferida

Clayton Neves
Fachada da UPA Leblon, em Campo Grande. (Foto: Arquivo) Fachada da UPA Leblon, em Campo Grande. (Foto: Arquivo)

Familiares de Anizia da Silva de Oliveira, de 70 anos, reclamam que a idosa está internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, em Campo Grande, no mesmo ambiente que paciente com doença contagiosa. A aposentada aguarda liberação de leito para um hospital desde a última sexta-feira (5), quando caiu e cortou a cabeça.

O filho de Anizia, André Luís de Oliveira, de 40anos, conta que a mãe tem histórico de doença de chagas e está bastante debilitada. Depois de a idosa ser internada por causa da queda que lhe rendeu 10 pontos na cabeça, ela apresentou quadro de complicação cardíaca.

“Na sexta-feira já pediram o encaminhamento dela para a Santa Casa. No domingo, ela teve uma crise cardíaca e novamente pediram transferência, desta vez para o Hospital Universitário”, lembra. No entanto, até o momento Anizia ainda aguarda na UPA Leblon.

Para André, o que mais preocupa é a internação de um paciente com doença contagiosa, que segundo ele, está no mesmo ambiente que a mãe. “Vejo pacientes sem máscaras no mesmo local correndo risco de contaminação. A família não é autorizada a entrar no horário de visita justamente por causa do risco de contágio”, afirma.

Em nota a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou a existência do paciente, mas afirmou que ele está no isolamento da área vermelha e que não há risco de contaminação para pacientes ou servidores. “Todos os protocolos estão sendo seguidos e ele está em um leito separado”, diz o texto.

Segundo a Secretaria, o controle do acesso dos acompanhantes é feito justamente para evitar que sejam expostos sem necessidade. Em relação a vaga, disse que ainda não há previsão da paciente ser transferida.

“A Sesau está em contato direto com os hospitais para tentar dar mais celeridade no processo. É importante reforçar que a paciente está recebendo toda a assistência possível na unidade, sendo acompanhada pela equipe de médicos e enfermeiros”, finaliza.

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