Estado aplicou R$ 2,39 bi em saúde, com 70% destinados à assistência hospitalar
Audiência detalhou investimentos de 2025, crescimento de internações na rede própria e projetos para 2026

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (23) pela Comissão Permanente de Saúde da Assembleia Legislativa, o Governo do Estado apresentou o balanço dos investimentos de 2025 e informou ter aplicado 12,27% da receita líquida em saúde, percentual 0,27 ponto acima do mínimo constitucional de 12%. Ao todo, foram investidos R$ 2.393.257.065,58, cerca de R$ 52,6 milhões acima do piso obrigatório.
RESUMO
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O Governo do Estado aplicou R$ 2,39 bilhões em saúde em 2025, superando em 0,27 ponto percentual o mínimo constitucional de 12% da receita líquida. Do montante total, 70% foram destinados à Assistência Hospitalar e Ambulatorial, totalizando R$ 1,7 bilhão em investimentos. A rede hospitalar própria do Estado registrou crescimento de 49% no número de internações nos últimos dois anos, saltando de 39 mil para 58 mil atendimentos. Para 2026, estão previstos R$ 15 milhões em recursos de emendas parlamentares para aquisição de equipamentos hospitalares.
A receita considerada para o cálculo foi de cerca de R$ 19,5 bilhões, o que fixaria o mínimo constitucional em aproximadamente R$ 2,34 bilhões. Do total aplicado, 79% correspondem a recursos próprios do Estado. O restante foi complementado por repasses federais fundo a fundo, emendas parlamentares e convênios.
A exposição foi conduzida pelo secretário de Saúde, Maurício Simões, acompanhado da equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde. A maior parcela dos investimentos foi destinada à Assistência Hospitalar e Ambulatorial, que recebeu R$ 1.705.614.498,36, mais de 70% do total aplicado. Os recursos contemplaram custeio hospitalar, atendimentos especializados e procedimentos de média e alta complexidade.
Entre os dados apresentados, um dos principais destaques foi o crescimento de 49% no número de internações na rede hospitalar própria do Estado nos últimos dois anos. O volume passou de 39 mil para 58 mil internações. O aumento foi acompanhado de elevação de 63% nos custos, que saltaram de R$ 23 milhões para R$ 61 milhões.
Segundo o secretário, o resultado está relacionado à consolidação da estrutura de atendimento nos hospitais regionais de Três Lagoas, Ponta Porã e Coxim, além da entrada em funcionamento do Hospital Regional de Dourados. Na unidade, o Hospital da Vida recebeu um tomógrafo no valor de R$ 10 milhões.
Para 2026, estão assegurados R$ 15 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares para aquisição de equipamentos, com o objetivo de ampliar a resolutividade das unidades hospitalares.
Durante a audiência, a presidente do Hospital Regional, Marielle Alves Correa Esgalha, confirmou para o próximo dia 4 de março a assinatura do contrato de Parceria Público-Privada com a empresa Construcap CCPS Engenharia e Comércio, da Nova Futura.
O principal investimento previsto na parceria é a construção de 215 novos leitos, ampliando a capacidade de internação do hospital de 362 para 577 leitos. A empresa também será responsável por serviços como limpeza hospitalar, coleta, tratamento e disposição de resíduos sólidos, recepção, vigilância, portaria, estacionamento, lavanderia e rouparia, necrotério e manutenção predial.
A Atenção Básica recebeu R$ 193.214.206,86, destinados às unidades básicas de saúde e às equipes da Estratégia Saúde da Família.
Outras subfunções da Saúde somaram R$ 222.275.894,20. O Suporte Profilático e Terapêutico contou com R$ 87.724.382,84. Já a Vigilância Epidemiológica registrou aplicação de R$ 75.506.699,40, enquanto a Vigilância Sanitária recebeu R$ 680.463,92.
O deputado Lucas de Lima (sem partido), presidente da Comissão Permanente de Saúde, avaliou como positivo o resultado da audiência pública, destacando que a apresentação trouxe “uma radiografia precisa” dos investimentos realizados na área.
Segundo ele, os dados evidenciam o avanço na interiorização do atendimento de média e alta complexidade, considerada prioridade para reduzir a demanda que pressiona a estrutura hospitalar de Campo Grande.
A audiência pública teve como objetivo dar transparência à aplicação dos recursos e apresentar o panorama financeiro e estrutural da saúde pública estadual, detalhando a distribuição dos investimentos e os impactos na ampliação da rede de atendimento.

