Mãe pode ter sido atingida ao tentar apartar briga entre marido e filho em Coxim
Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para o feminicídio ocorrido na madrugada de domingo (22)
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul trabalha com duas hipóteses para o feminicídio ocorrido em Coxim, a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande. A primeira é de que Nilza de Almeida Lima teria tentado apartar uma briga entre o marido e o filho e acabou atingida de forma não intencional. A segunda hipótese é a de que ela tenha sido esfaqueada de maneira deliberada. O crime ocorreu na madrugada de domingo (22), no Bairro Senhor Divino.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga o feminicídio de Nilza de Almeida Lima, ocorrido em Coxim. Duas hipóteses são levantadas: a vítima teria sido atingida acidentalmente ao tentar apartar uma briga entre o marido e o filho, ou foi esfaqueada de forma intencional. Nilza morreu após um único golpe de faca que atingiu a artéria aorta. O marido e o filho foram presos em flagrante, mas apresentaram contradições nos depoimentos. A polícia descartou a versão do marido, que alegou estar fora de casa no momento do crime. Imagens de segurança mostram sua chegada pouco antes da morte de Nilza. O filho, principal suspeito, tem histórico de atos infracionais e violência doméstica.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida por um único golpe de faca, que lesionou profundamente a artéria aorta, provocando sangramento intenso. Conforme a perícia, Nilza morreu poucos minutos após ser atingida. As investigações apontam que o crime ocorreu após um desentendimento entre o marido da vítima, Marcio Pereira da Silva, e o filho, Gabriel Lima da Silva, de 22 anos.
- Leia Também
- Câmeras confrontam versões e apontam que marido e filho mataram mulher a facada
- Vítima do 3° feminicídio do ano denunciou marido por ameaça com faca em 2024
A filha acredita que Nilza tentou intervir na briga e acabou sendo atingida. Pai e filho foram presos em flagrante. Segundo o delegado Gabriel Cardoso, ambos apresentaram contradições nos depoimentos, “especialmente diante da ingestão de álcool e outras drogas”.
A versão apresentada pelo marido, de que estava fora de casa no momento em que Nilza foi morta, é contestada pela polícia. Conforme a investigação, a vítima morreu praticamente de forma instantânea, em horário próximo ao acionamento da Polícia Militar. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele chega à residência, por volta das 3h.
“Os elementos indicam que a vítima não teria condições de permanecer viva por longo período após a lesão, sendo incompatível a hipótese de que o ferimento tenha ocorrido muito antes da chegada do esposo na residência”, explicou o delegado.
Ainda conforme a Polícia Civil, mesmo que o golpe fatal tenha sido desferido pelo filho, o pai teria levado bebida alcoólica para consumo conjunto momentos antes do ocorrido, o que, segundo a investigação, aumentou o grau de risco no ambiente familiar, especialmente por saber que o filho apresenta comportamento agressivo sob efeito de álcool.
Uma familiar contou à reportagem que o relacionamento entre mãe, filho e pai era “bem conturbado”. Segundo ela, Nilza era conhecida em toda a cidade como uma mulher trabalhadora. “Ela era muito batalhadora. Todo mundo sabia que fazia de tudo pelos filhos. Trabalhava como diarista e não deixava faltar nada em casa”, relatou.
Caso - Nilza de Almeida, de 50 anos, foi morta na madrugada de domingo (22), dentro da própria casa. Ela foi encontrada deitada sobre um colchão na sala, com sangramento na região do abdômen. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito. O marido, Marcio Pereira da Silva, de 46 anos, foi preso no local e afirmou que o autor seria o filho. Cerca de cinco horas depois, Gabriel Lima da Silva foi preso caminhando pelo mesmo bairro.
Documentos obtidos pelo Campo Grande News apontam que Nilza vivia em contexto de violência doméstica e ameaças. Em abril de 2024, ela registrou boletim de ocorrência contra o marido, relatando que Marcio ameaçava ela e o filho de morte. No entanto, optou por não representar criminalmente nem solicitar medida protetiva. Dias depois, Marcio também registrou boletim contra Gabriel por ameaça.
Gabriel, apontado como principal suspeito, possui registros de atos infracionais, incluindo ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha, como ameaça, lesão corporal, descumprimento de medida protetiva, além de furto.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciosa.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.




