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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/02/2011 10:32

Paciente fica sete horas à espera de atendimento por falta de maca

Aline Queiroz

Problema se tornou crônico há 15 dias em Campo Grande

Profissionais da área de saúde revelam situação que classificam como “caótica”, agravada nos últimos 15 dias. Com hospitais lotados, macas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ficam paradas nos hospitais, como leitos improvisados e, desta maneira, as viaturas não têm condição de prestar atendimento. Reflexo deste cenário problemático, na terça-feira, um paciente chegou a ficar sete horas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sem poder ser transferido a hospital por falta de maca.

As viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) têm uma maca cada. No entanto, no momento da emergência, quatro, das sete viaturas disponíveis para o dia, estavam paradas em hospitais.

A reportagem do Campo Grande News apurou que às 12 horas de terça-feira um homem de 67 anos chegou à UPA com quadro de parada cardiorrespiratória. Depois do problema estabilizado, ele precisava de remoção a um hospital porque estava com pneumonia.

Mesmo que o caso fosse considerado grave pelos profissionais que prestaram atendimento ao paciente, o idoso amargou as sete horas de espera. Na noite de terça-feira o idoso conseguiu atendimento em hospital.

Morte - O coordenador do Samu, Mauro Ribeiro, evita maiores comentários sobre o assunto, mas confirma que o problema existe. Segundo ele, a deficiência começou pelo Hospital Universitário e nas últimas semanas se agrava no Hospital Regional. Na Santa Casa, como há mais leitos, o problema ainda não foi sentido, diz Mauro. "mas no HU é crônico", comenta.

Ontem, Doralina Souza Alves, 70 anos morreu na entrada do HR. Ela teve parada cardiorrespiratória, recebeu atendimento na calçada do Hospital Regional, que estava lotado.

Segundo as informações do Samu, não havia espaço físico para que a paciente pudesse ser atendida no Pronto Socorro do hospital. Ela precisaria ter sido entubada, mas a equipe, com os recursos que tinha, conseguiu fazer massagem cardíaca, para tentar reanimá-la, e injetar drogas com o mesmo objetivo.

O equipamento de ventilação da equipe do Samu não foi usado porque estava com outra paciente, levada para o hospital desde meio-dia de ontem. Doralina foi internada terça-feira à noite no Hospital de Sidrolândia e chegou a Campo Grande no início da tarde de ontem, quando faleceu.

No HR, a emergência tem espaço para 11 pacientes e já estava com 17. A direção do hospital, em nota, admite problemas no setor de saúde.

Com relação à capacidade de atendimento do PAM (Pronto Atendimento Médico), no Hospital Regional existem 11 vagas na sala de emergência de adultos, duas vagas na sala de emergência pediátrica, 17 leitos de observação de adultos e 16 leitos de observação pediátrica.

“No momento estamos atendendo acima da capacidade instalada e a informação que recebemos da Regulação do Estado, do Município e do Samu é a de que as Emergências da Santa Casa e do Hospital Universitário também estão atendendo com sua capacidade máxima”, completa a nota.

O Hospital Regional, assim como a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Universitário estão inseridos no Sistema de Saúde do Estado do Mato Grosso do Sul e a demanda das urgências e emergências é cíclica. Os hospitais atendem os casos de maior complexidade de Campo Grande e de todo interior do Estado. No momento enfrenta-se grande demanda de casos graves.

A morte da paciente será apurada pelo hospital.

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O problema é do poder público. Cada hospital tem sua capacidade totalmente ocupada. Há mais de 20 anos os investimentos foram em postos de saúde e os hospitais temn quase a mesma quantidade de leitos de quando foram inaugurados. A diferença é que Campo Grande cresceu mais de 5 vezes na sua população. Era uma questão lógica, matemática, é só aumentar a qtade de leitos (hospitais novos).
 
Marcos Arantes em 04/02/2011 09:03:03
Cadê os direitos humanos?
O que estão fazendo com o povo depois das elições é pior que mandá-los para um frigorífico, não precisam mais deles, já obtiveram os votos pára se reelegerem.
A saúde pública está entregue às moscas e, ninguém toma p´rovidêncvia alguma e, querem acusar os "heróis" ( agentesde ´saúde ) como vilões desa tragédia que está acontecendo no MS, e o mais impressionante, não estamos em guerra para estar um caos.
É tanto dinheiro que dizem que stá sendo empregado na saúde, que ficamos sem saber aonde está indo tudo que dizem que está sendo aplicado, pois pesoas morrem sem o mínimo de descência.
Hj está melhor ficar preso, pois lá tem comida, médicos e remédios à vontade, pois tem o Direitos Humanos que correm atrás para não faltar nada para os "coitadinhos" e, a população que trabalha honestamente, paga os impostos e os salários dos politicos, morrem em portas de hospitais pior que cachorros.
Será que os politicos e seus familaires são atendidos nesses hospitais públicos, ou são particulares com o nosso dinheiro?
E o povo do MS é só se apegar em Deus, pois fora Ele, não tem mais ninguém a quem recorrermos.
 
Kamél El Kadri em 03/02/2011 11:20:13
é acontece isso porque os hospitais do interior nao sao equipados para atender casos que nao precisa de locomoçao ou nao tem ou falta, vontade da parte medica em resolver o problema, causando lotaçao nos poucos hospitais de campo grande .
 
ADONIS APARECIDO DIAS em 03/02/2011 06:16:31
Todo este caos na saúde que ocorre na capital e no interior é porque os mandatarios são médicos, imagina se fossem proprietários de funerárias. Cadê as promessas de campanha "Saúde, Educação, Segurança" em primeiro lugar, realmente só se for no discurso.
 
AURICAN PAIVA DE SIQUEIRA em 03/02/2011 04:32:56
cade a administracao de cada hospital q nao cuida do bem patrimonio publico q sao de todos chega essa vergonha nacional de faltar maca com certeza tem milhares de macas sucateadas cade a admistracao dessas entidades q nao providencia arrumar, questao de super lotacao em hospitais isso nao e novidade chegou ao limite essa coisas senhores governantes vamos dar um basta nisto saude e coisa mais seria q se pensa vamos tratar o ser humano c/ dignidade tantos tributos e a saude nota 0 vamos criar solucoes emergenciais para isso e outras coisas mais
 
walter machado em 03/02/2011 02:14:10
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