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Pais são presos após bebê dar entrada em hospital com marcas de violência

A equipe médica identificou hematomas, escoriações e inchaços pelo corpo da criança

Por Bruna Marques | 22/06/2026 11:02
Pais são presos após bebê dar entrada em hospital com marcas de violência
Fachada do Hospital Regional onde criança está internada (Foto: Paulo Francis)

Os pais de uma bebê de três meses foram presos em flagrante após a criança dar entrada no Hospital Regional, em Campo Grande, com sinais de parada cardiorrespiratória e lesões pelo corpo consideradas incompatíveis com a versão apresentada pelos responsáveis. A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica na tarde de sábado (20).

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Pais de uma bebê de três meses foram presos em flagrante após a criança dar entrada no Hospital Regional com sinais de parada cardiorrespiratória e lesões físicas incompatíveis com a versão apresentada pela família. A equipe médica identificou hematomas, escoriações e inchaços pelo corpo da criança, levantando suspeita de agressão recorrente. Os relatos contraditórios dos responsáveis motivaram a prisão na Depac Cepol. A bebê seguia sob cuidados médicos.

Segundo as informações repassadas à polícia, a criança foi levada à unidade na noite anterior, por volta das 23h, com suspeita de broncoaspiração. O relato inicial apontava que a bebê havia sido amamentada e, em seguida, ficou sob os cuidados do pai. Cerca de dez minutos depois, ela teria apresentado coloração arroxeada ao redor da boca, perda de tônus muscular e respiração irregular.

O pai afirmou que tentou estimular a criança com manobras nas costas e, como o quadro persistiu, a família a levou ao hospital por meios próprios.

Durante a avaliação médica, no entanto, foram identificadas diversas lesões físicas na bebê, incluindo hematomas, escoriações e inchaços em diferentes partes do corpo. Para a equipe médica, os sinais levantaram suspeita de agressão física recorrente e possível violência doméstica.

Questionado pelos policiais, o pai disse que estava com a criança no colo enquanto assistia a uma partida de futebol quando percebeu que ela estava “mole”. Sobre os hematomas, afirmou que ele e a mãe da bebê já haviam notado as marcas, mas ainda não tinham procurado atendimento médico.

A mãe alegou que as lesões teriam surgido no início do mês e justificou a demora na busca por assistência dizendo que o companheiro viajava a trabalho, o que dificultaria o deslocamento até uma unidade de saúde.

Diante das contradições nos relatos e dos indícios apontados pela equipe médica, o pai foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para os procedimentos cabíveis. Posteriormente, a mãe também foi conduzida à delegacia.

A autoridade policial formalizou a prisão em flagrante dos dois responsáveis. A bebê permaneceu sob cuidados médicos.

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