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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/05/2011 16:40

Pilotos aceleram para fugir dos problemas ou para ir atrás do sonho profissional

Paula Maciulevicius

Crianças correm atrás de sonho profissional; adultos desafiam a velocidade para fugir dos problemas

Apaixonados pelo kart participam de Copa Fundesporte, abertura do Campeonato Estadual. (Foto: Simão Nogueira)Apaixonados pelo kart participam de Copa Fundesporte, abertura do Campeonato Estadual. (Foto: Simão Nogueira)

O Kartódromo Ayrton Senna, no bairro Moreninhas em Campo Grande, recebe neste domingo a abertura do Campeonato Estadual, com a realização da 1ª etapa da Copa Fundesporte de Kart 2011. Com 33 pilotos da Capital, interior do Estado e até de Brasília, a pista ficou pequena, diante de tantos objetivos.

Dos pequenos aos adultos, a paixão pelo kart desperta em cada, um sentimento diversificado. O pequeno Regis Volpe, 11 anos, veste a camisa do exemplo que tem nas pistas, por baixo do uniforme de corrida, o piloto Ayrton Senna aparece, como um “amuleto” de sorte.

O garoto corre tem quase um ano, mas acumula vitórias que parecem ter mais tempo. O objetivo de ser profissional apareceu quando ele andou pela primeira vez, com um amigo, e desde então, não largou mais do que já virou sonho de carreira. Nos finais de semana, diversão e trabalho se encontram, o pai que vem assistir é o mesmo que prepara o kart. “Sou pai e mecânico, mas com exclusividade para esse aí”, brinca Odair Volpe.

Ele relembra que a brincadeira começou, virou esporte e agora é sonho de profissional. “Ele ganhou quatro etapas em 1° lugar. Com o bom rendimento, nós fomos investindo. Com 20 dias antes de começar o campeonato é que chegou o kart, ele nem ia entrar, mas foi e ganhou”, explica.

Vocação do garoto segue exemplo de ídolo. Regis sonha em ser piloto profissional. (Foto: Simão Nogueira)Vocação do garoto segue exemplo de ídolo. Regis sonha em ser piloto profissional. (Foto: Simão Nogueira)

Regis foi campeão estadual 2010 na categoria cadete e se prepara para este ano entrar no Junior Menor. “Eu quero ser piloto de Fórmula 1”, responde com firmeza à pergunta do que quer ser quando crescer.

O pai acrescenta que tem tido ajuda de empresários e escolas, mas que o garoto precisa ir para São Paulo, participar de campeonatos fortes, explica.

Do sonho profissional à válvula de escape. A corrida, para antigos pilotos é sinal de distração dos problemas do dia-a-dia. O promotor de Justiça, Rodrigo Stephanini, explica que além de esquecer o estresse diário, correr é paixão. “Todo mundo tem uma vida estressante e precisa de uma válvula de escape”, resume.

“Comecei já velho, hoje em dia se começa com 6 anos”, brinca o promotor de Justiça, sobre o esporte que usa como “válvula de escape”. (Foto: Simão Nogueira)“Comecei já velho, hoje em dia se começa com 6 anos”, brinca o promotor de Justiça, sobre o esporte que usa como “válvula de escape”. (Foto: Simão Nogueira)

Por curiosidade, o piloto começou a correr quando tinha entre 18 e 19 anos. “Comecei já velho, hoje em dia se começa com 6 anos”, brinca.

Usando a velocidade para fugir dos dilemas da vida adulta, Rodrigo Stephanini ainda aproveita para dar o recado, lugar de correr é pista de kartódromo. “Aqui a gente incentiva jovem e pai de jovens também, que venham acelerar aqui, em vez de ir onde não deve. A pista existe desde 1989, nunca morreu ninguém. Aqui que é lugar de corrida, com segurança”, ressalta.

Piloto experiente e com premiações na bagagem, Fábio di Cola, corre, entre idas e vindas, há 10 anos. Os títulos vão de vice campeão brasileiro, podium Chevrolet, bicampeão paulista e por oito vezes campeão estadual. Além de hobby, a velocidade também é saída para distração e onde descarregar as energias.

Feliz com colocação, piloto mirim exibe troféu. (Foto: Simão Nogueira)Feliz com colocação, piloto mirim exibe troféu. (Foto: Simão Nogueira)

O profissionalismo, sonhado por muitos pilotos mirins, segundo Fábio está longe de ser alcançado no Estado. A falta de patrocínio e investimento transforma, segundo ele, tudo em amador. Para seguir carreira, além da vocação é preciso condição financeira. Em cima dos pilotos sonhadores, o experiente comenta, que o atual campeão estadual, Regis, tem futuro, se tiver patrocínio.

A garotinha Priscila Hisawatsu, com apenas 7 anos, corre desde os 4. Amante do kart desde pequena, ela relembra que pediu ao pai para que “soltasse da corda, que estava no kart, que ela ia então sozinha”.

A única menina na competição parece já estar acostumada. Quando questionada o que ela sentia quando escutava alguém falar: olha uma menina correndo, ela responde “sinto felicidade”, diz sorridente.

Nos finais de semana em que não está no kartodrómo é porque ocupa as pistas de São Paulo, local em que já participou de várias competições. “Pode até não ganhar, mas vale a pena correr”, ensina.

Com o desejo de também ser piloto profissional, a menina que aparenta fragilidade dentro do kart, já foi campeã quatro vezes.

Já campeão e recém premiado, Yuri Oliveira, 10 anos, exibe orgulhoso o troféu depois de alcançar o 4° lugar, na Copa São Paulo, na categoria cadete, neste final de semana. A disputa com 32 pilotos mirins do país inteiro, segundo ele, foi difícil.

A felicidade em ganhar e ver pela frente caminho de profissional, é mostrada com o troféu. “Meu sonho é sim, ser piloto de Fórmula 1”, finaliza.

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Parabéns ao pessoal do Kart que estão mostrando garra de verdadeiros campeões sem nenhum apoio vão atraz de seus sonhos. Parabéns ao CampoGrandeNews por divulgar as coisas boas que acontecem em nossa Capital. Valeu Fernando Rodrigues
 
Fernando Rodrigues em 30/05/2011 07:44:39
Faltou apoio inclusive da imprensa, como vemos só o Campo Grande News fez a cobertura do evento, mais na pista sobrou disputa, as provas foram acirradas, teve piloto largando em último e vencendo depois de deixar todo mundo pra trás.
E agora que venha a Stock Car.
 
Oswaldo Benites em 30/05/2011 02:31:42
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