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Lado Rural

União injeta R$ 7,3 bilhões no café e agricultura familiar pode se beneficiar

MS não está entre os gigantes do café, mas cultivo segue como fonte de renda para pequenos produtores

Por Kamila Alcântara | 21/05/2026 17:58
União injeta R$ 7,3 bilhões no café e agricultura familiar pode se beneficiar
Trabalhador utiliza uma peneira para lançar os grãos ao ar, um método chamado de "derriça" ou "varrição", que ajuda a separar os frutos maduros de folhas e galhos através do vento (Foto: Agraer de Ivinhema)

O governo federal direcionou R$ 7,3 bilhões do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) para financiar a cafeicultura no Ano Safra 2026/2027. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (21), por meio de uma portaria, assinada por Cleber Oliveira Soares, ministro da Agricultura e Pecuária substituto.

RESUMO

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O governo federal destinou R$ 7,3 bilhões do Funcafé para financiar a cafeicultura no Ano Safra 2026/2027, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União. Os recursos serão divididos entre comercialização, aquisição de café, custeio, capital de giro e recuperação de cafezais. Mato Grosso do Sul, com produção de cerca de 200 toneladas anuais, também pode ser beneficiado, especialmente agricultores familiares de Ivinhema, principal polo produtor do Estado.

O volume total aprovado é de R$ 7.368.712.499,00 e será dividido entre linhas de crédito voltadas ao custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro para indústrias e cooperativas, além da recuperação de cafezais danificados. Na prática, o dinheiro funciona como uma das principais fontes de financiamento para produtores, cooperativas e empresas ligadas à cadeia do café.

A maior fatia será destinada ao crédito de comercialização, com R$ 2,7 bilhões. Outros R$ 1,7 bilhão irão para FAC (Financiamento para Aquisição de Café), enquanto o crédito de custeio ficará com R$ 1,6 bilhão. Também foram reservados R$ 1,1 bilhão para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas, além de R$ 180 milhões para recuperação de cafezais danificados.

Embora Mato Grosso do Sul esteja longe do peso de estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia na produção nacional, o café ainda tem espaço no Estado. Segundo informações da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), a atividade sobrevive principalmente pela agricultura familiar, em pequenas propriedades.

O principal polo produtor sul-mato-grossense é Ivinhema, conhecida como “capital do café” no Estado. A região concentra a maior parte da área plantada e da produção local. O cultivo tem destaque no café arábica, com produtores investindo em lavouras irrigadas, grãos de maior qualidade e variedades especiais, como o café Arara.

A produção estadual é pequena, com estimativas recentes em torno de 200 toneladas por ano. Ainda assim, a cultura mantém uma tradição regional e representa fonte de renda para famílias que seguem no cultivo mesmo após a redução da área plantada ao longo dos anos. É um café que não move montanhas no mercado nacional, mas ainda segura renda e história em pé no interior de MS.

Essa portaria também estabelece regras para redistribuição dos recursos caso instituições financeiras ou linhas de crédito não consigam aplicar o dinheiro contratado. Conforme o texto, linhas com aplicação menor ou igual a 40% poderão ceder recursos, enquanto aquelas com aplicação maior ou igual a 60% poderão receber reforço.

 O governo também prevê retomada compulsória de saldos não aplicados quando a instituição financeira usar 60% ou menos do valor contratado ao fim do segundo quadrimestre. Esses recursos poderão ser redirecionados a agentes financeiros com aplicação igual ou superior a 70%.

A contratação dos recursos será feita por instituições financeiras autorizadas a operar no SNCR (Sistema Nacional de Crédito Rural). Elas deverão seguir edital a ser publicado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). O desembolso dependerá de solicitação do agente financeiro e da disponibilidade financeira do Funcafé.

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