Para funcionar em 2026, radioterapia no HR depende do fim de obra e contratações
Obra começou há sete anos, foi paralisada por briga judicial e retomada há dois anos

Com obras iniciadas em 2018, paralisadas quando começou uma briga judicial com a empreiteira responsável na época e depois retomadas em 2023 com a contratação de outra empresa, o centro de radioterapia do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) alcançou 88% do cronograma, segundo relatório que o Ministério da Saúde divulgou neste mês.
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O centro de radioterapia do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) atingiu 88% de conclusão das obras, após investimentos de R$ 16,3 milhões em infraestrutura e equipamentos. Iniciada em 2018, a construção enfrentou paralisações devido a disputas judiciais, sendo retomada em 2023 com nova empreiteira. A previsão de entrega, inicialmente programada para 2024, foi postergada para 2026. O funcionamento dependerá da finalização das obras, que aguarda solução para um problema hidráulico, e da contratação de profissionais pela Secretaria Estadual de Saúde. Os equipamentos de radioterapia e braquiterapia, avaliados em R$ 4 milhões, já foram entregues.
Antes da retomada, foram anunciados R$ 9,9 milhões em recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal para a infraestrutura. Até o momento, o total de R$ 16.367.923,22 já foi gasto na parte física, no projeto, em fiscalização e na compra de equipamentos.
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A previsão era que a entrega fosse feita em 2024, mas o cronograma atrasou e o prazo passou para 2025. Com ajustes necessários para a conclusão, o término deve ficar para 2026.
De acordo com o que informou a superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, as obras poderão avançar e ser finalizadas quando for solucionado um problema com um cano que sai da caixa d'água do HRMS. Por ele, vai passar a água necessária para a estrutura de prevenção a incêndios no centro de radioterapia.

Os equipamentos que pacientes futuramente usarão para as sessões de radioterapia e braquiterapia foram recebidos em 14 de junho deste ano e custaram, juntos, R$ 4 milhões. Está em andamento a construção de bunkers para abrigá-los no centro.
Quando a parte estrutural e os bunkers estiverem prontos, caberá à Secretaria Estadual de Saúde fazer concurso público ou contratações de profissionais para trabalharem no local. Ainda em junho, quando faltavam 30% para cumprir todo o cronograma da obra, a assessoria de imprensa do hospital informou que eram esperadas "definições junto ao Ministério da Saúde acerca da atualização sobre o cronograma" para se movimentar quanto à demanda de pessoal para trabalhar e ressaltou que "o cronograma já passou por diversas alterações desde o início das intervenções".
PPP e nova gestão - Segundo previsão do governador Eduardo Riedel (PP) contando prazos legais, a partir de junho do ano que vem o HRMS deverá ter parte de suas operações administradas em PPP (Parceria Público-Privada) com a Construcap, empresa que apresentou a proposta mais vantajosa e venceu leilão ainda neste mês.
A parceria prevê investimento de R$ 7,3 bilhões para o operacional e R$ 966 milhões em reformas e ampliações, que incluem a construção de novo bloco, reforma das estruturas existentes e aumento da quantidade de leitos.
Os serviços da chamada "bata branca" do hospital, que contemplam a área médica e assistencial, continuarão sendo administrados pelo Estado. Já os da "bata cinza" ficarão por conta da empresa e incluem segurança, alimentação, lavanderia e manutenção predial. Mesmo após a mudança, o atendimento do HRMS seguirá 100% público.
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