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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/02/2015 12:13

Pastor esfaqueia adolescente em briga por som alto em acampamento cigano

Aline dos Santos e Renan Nucci
Confusão por som alto foi na rua Jandi. (Foto: Direto das Ruas)Confusão por som alto foi na rua Jandi. (Foto: Direto das Ruas)

Um adolescente de 16 anos foi esfaqueado por um pastor após desentendimento por som alto. A agressão foi na rua Jandi, bairro Vespasiano Martins, em Campo Grande.

Conforme as testemunhas, o adolescente é amigo de um grupo de ciganos, que está acampado no local. Um dos hábitos do grupo é ouvir música alta, o que incomoda a vizinhança. Na manhã desta segunda-feira, o rapaz estava em frente ao acampamento, quando foi abordado pelo pastor, que mora nas imediações.

Eles conversaram e o pastor saiu abraçado ao adolescente, dando a impressão de que aconselhava o rapaz. Contudo, após andarem por alguns metros, o homem passou a dar socos e esfaquear a vítima.

Segundo as testemunhas, primeiro o agressor tentou golpear a barriga do adolescente, que se protegeu com o braço, e foi atingido acima do cotovelo esquerdo. Em seguida, a facada foi em direção ao rosto, mas atingiu o ombro.

O rapaz foi socorrido pela mãe e levado ao posto de saúde do Aero Rancho. O pastor, que não foi identificado, fugiu. A reportagem foi a casa dos envolvidos, mas não foi atendida. A PM (Polícia Militar) esteve no local. A agressão foi relatada  pelos ciganos, que pediram para não terem o nome divulgado. Segundo uma jovem, o grupo perdeu um parente recentemente e usam a música contra a amargura.



Isso porque é "pastor" . Nada justifica, ele agrediu um adolescente, menor de idade, que não tinha como se defender. E agiu sorrateiramente, fingido dar conselhos. Porque não enfrentou um homem de verdade? Covarde que age em nome de Deus.
 
Mariana Carvalho em 16/02/2015 22:21:24
Max, eu quis dizer que houve uma omissão do Estado porque a vizinhança reclama, liga para a polícia, faz B.O.s e não acontece nada. Há quem diga que a polícia e a Justiça não tem estrutura material e pessoal para atender a todas as ocorrências e, assim, priorizam os crimes contra a vida e o patrimônio. Acontece que uma contravenção pode escalar e resultar num crime, tal como ocorreu com o Pastor.

Se o Estado cumprisse com suas obrigações, a polícia teria apreendido o som da turma, mandado eles dispersarem ou pelo menos respeitarem o limite de decibéis permitido em lei. Dessa forma, apesar de perder o aparelho de som ou instrumento musical, o jovem estaria vivo e o Pastor não teria cometido um crime.
 
Guilherme Arakaki em 16/02/2015 19:01:28
Não sei se é bem assim não Guilherme, nada justifica um homem que se auto denomina "pastor" esfaquear uma pessoa, acho que a falha aí não foi do estado, mas sim da congregação que aceitou como pastor uma pessoa capaz de esfaquear um adolescente, o que mais tem por aí é pastor pilantra, aliás os religiosos, sejam eles catolicos, evangelicos, macumbeiros, enfim, acham lindo falar da PALAVRA, mas na hora de praticar a PALAVRA ninguem pratica, é impressionante, vou abrir uma igreja.
 
Max em 16/02/2015 15:24:46
É... agora se o Estado cumprisse com seu dever, combatendo a poluição sonora, o jovem estaria vivo e o Pastor não teria esse assassinato em suas costas.
 
Guilherme Arakaki em 16/02/2015 14:54:04
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