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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

08/06/2011 08:03

Árvore de vizinho causa transtornos para morador no Universitária

Paula Maciulevicius

Segundo morador, pé de Ingá compromete a estrutura da casa

Ao lado de casa, árvore provoca transtornos para vizinho. (Foto: Simão Nogueira)Ao lado de casa, árvore provoca transtornos para vizinho. (Foto: Simão Nogueira)

Um pé de Ingá está trazendo transtornos para moradores da Avenida Souza Lima, no bairro Universitária, em Campo Grande. As raízes da árvore que fica no terreno do vizinho está causando rachaduras na calçada do “seo” Valmir. O problema tem se intensificado a ponto da casa estar cedendo para o lado direito.

A questão não é de agora, segundo o aposentado Valmir José da Silva, 56 anos, ele viu o pé crescer e agora sente as consequências dentro de casa. A sombra gostosa não é suficiente para compensar tanta dor de cabeça.

“Não adianta mexer na minha casa, reformar, porque o serviço é jogado fora, perdido”, conta Valmir.

O medo de a parede próxima a árvore ceder, assusta a secretária Célia da Silva, 46 anos. Ela conta que a estrutura da casa está dilatando e a impressão é de que um lado baixou. “O forro está desmembrando, está prejudicando tudo. Eu já reclamei no site da prefeitura para que eles venham aqui ver o que está acontecendo”, acrescenta.

A preocupação dos moradores não é só com as rachaduras em casa, como também pelos pedestres que circulam por ali. A Avenida dá acesso à escola e ao posto de saúde do bairro. “Eu me ofereço para ajudar no que for preciso, a providenciar a retirada da árvore, plantar outra, só queria resolver”, comenta Valmir.

As raízes do ingazeiro trincaram da calçada a varanda da casa de “seo” Valmir e dona Célia e estão pondo em risco toda estrutura da casa. “Já tivemos interesse de vender, mas não dá. Nós temos uma vida aqui”, comenta a secretária.

Morador mostra que portão já está afastado do muro, consequência da raiz do pé danificando a estrutura da casa. (Foto: Simão Nogueira)Morador mostra que portão já está afastado do muro, consequência da raiz do pé danificando a estrutura da casa. (Foto: Simão Nogueira)

A árvore, segundo a vizinhança, pode invadir a tubulação de fossa. Na residência do aposentado, o padrão da casa teve que ser mudado, instalado no muro que sofre a consequência direta da árvore, a casa chegou a ficar por várias vezes, sem energia.

Segundo relato dos moradores ao Campo Grande News, a queda de luz era constante a ponto da empresa telefônica passar a cobrar pela manutenção. “Eles falaram que ia ter que começar a cobrar, de tanto que eles vinham aqui”, completa Célia.

No entardecer é que o problema se agrava, o pé de Ingá esconde a iluminação e deixa escuro o caminho de quem passa pela região. “A noite é um perigo. A luz não clareia nada e ainda corre o risco das pessoas tropeçarem na raiz. Essa árvore aí vai crescer muito mais”, fala Valmir.

Os “donos” da árvore, da casa em que o pé nasceu não têm do que reclamar. A sombra protege quem passa pela rua e os próprios moradores da residência. “Não incomoda, nunca incomodou, é um benefício. Aqui fica muito quente, a sombra ameniza”, responde a atendente de telemarketing Anaely Godoy da Silva, 19 anos.

Em relação à calçada, os moradores do lado de cá do ingazeiro, dizem que o problema é que ela não foi bem feita. Ainda de acordo com eles, a prefeitura já realizou podas, mas as últimas foram por conta deles mesmo.

“Eles [prefeitura] precisam ver um jeito de restaurar, mas tirar jamais”, declara Ana Godoy .

A vizinhança, dividida entre os moradores que “brigam” pela árvore, consideram que o “mal” não pode ser cortado pela raiz. “É um patrimônio não pode ser cortado. Pelo menos não sem autorização, é preciso fazer uma poda radical”, comenta o comerciante da rua, Gilson Ojeda, 43 anos.

Outro vizinho explica que tem conhecimento do transtorno que causa a Valmir e a esposa, mas que o caso precisa ser analisado. “Precisa conservar, arrumar, a gente vê aí tanta briga, até no Senado está sendo discutida a questão da preservação. A prefeitura pode resolver e de uma forma legal”, explica Carlos Bezerra, 51 anos.

O ponto de interrogação que não sai da cabeça do “seo” Valmir é como é que vai ficar quando as notificações sobre a regularização da calçada aparecerem. “Vamos ter que por piso tátil, mas como é que vai ser? Aí a prefeitura vai ter que tomar uma providência”, questiona.

“Nós só temos uma casa para morar, como ficamos?” finaliza Valmir.



Andre Germano e Hilda Franca, pelo comentario idiota, logo se percebe que voces sim, moram em um descampado, sem acesso a cultura . Voces se mostraram seres despreziveis, pequenos, sem conhecimento de direitos e deveres. Acordem pra vida, ignorantes! Vao aprend algo de util. Se mudem vcs pra um campus de universidade para agregar algo nesse espaco oco dentro de vcs. Moradia e artigo de luxo no Brasil, nao se pode abandonar um lar com historias e lembrancas, porque alguem plantou uma arvore sem aprender sobre ela. Sem saber a altura adulta, sem saber a dimensao da raiz. Eu vi essa materia porque ganhei uma uda e queria saber o melhor lugar para plantar. Minha atitude se chama prevencao. E vcs dois idiotas, se mudariam, largariam tudo pra deixar a arvore em paz.!Aprendam a ser gente.
 
Katia Cristina Yi em 21/01/2014 15:31:36
Acho que devemos chegar a um bom senso sobre essa situação, pois o ingazeiro e benéfico ao meio ambiente, mais esta causando transtorno a um cidadão que paga seus impostos, então cabe a algum orgão ambiental da prefeitura tomar as providencias necessarias...
 
Eduardo Santos em 10/06/2011 05:52:13
Ao que se entende.
Se a dita arvore esta no passeio publico e não dentro do terreno, voces tenhem que pedir uma autorização da prefeitura para a poda ou corte . Um tecnico do serviço ambiental fara uma visita e dara seu parecer.
Se for um parecer a favor do corte da arvore, voces a cortam ou mandem alguem cortar.
Se a mesma esta no passeio publico,(calçada), voces não tenhem que dar satisfação ao dono do terreno e sim ha prefeitura. Ele manda no terreno e não no passeio publico. Não importa quem plantou a arvore, plantou no passeio publico, passa a ser propriedade do municipio.
 
Alfredo Carvalho em 08/06/2011 11:26:01
Tenho uma solução interessante: expropriação dos moradores que estão ameaçando o bem-estar desta linda árvore!
 
André Germano em 08/06/2011 10:38:10
O André Germano tem razão. Mudem-se para um lugar descampado e deixem-se a arvore viver em paz! Que mania de destruir natureza!
 
Hilda França em 08/06/2011 09:19:00
ACHO QUE DEVERIA TER UMA REOPORTAGEM TRAZENDO ECLARECIMENTO A RESPEITO DE DIREITOS E DEVERES PARA QUEM TEM ARVORES, PE DE MANGA NO EU QUINTAL ENCOMODANDO O VOZINHO, PARECE QUE Código Civil: Das árvores limítrofes, Art. 1282 a 1284. diz algo a respeito, vamos procurar o nosso direito sem briga, mas na paz.
 
MAURA MARIA em 08/06/2011 08:29:29
Quanfo os donos do ingazerem forem intimados judicialmente para cortar a árvore e indezar os prejuízos dos vizinhos conforme determina a lei, vamos ver se os proprietários do imóvel contonuarão omisso em atender os clamores da vizinhança.
Se não o fizerem, o Poder Público corta a árvore na raiz e ainda manda a conta para ser paga por quem de obrigação deveria fazer.
Leis exitem. Basta cumprirmos as nossas obrigações, da mesma maneira que exigimos os nossos direitos
 
CARLOS FERNANDO em 08/06/2011 01:12:11
Acho que nesta residência onde está a árvore deveria ter uma visita de um fiscal da Prefeitura/Vigilância Sanitária pois a situação lá é crítica, muita bagunça e muito lixo... Acho que o vizinho está completamente com a razão!!!
 
Joao Carlos em 08/06/2011 01:02:56
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