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Capital

Pistoleiro do Aero Rancho começou a matar aos 17

Vítimas foram mortas em 16 de fevereiro e 21 de abril, em Campo Grande; pode ter mais um morto por ele

Dayene Paz | 03/06/2022 06:54
José, no camburão, e Marcos com camiseta branca no pescoço. (Foto: Henrique Kawaminami)
José, no camburão, e Marcos com camiseta branca no pescoço. (Foto: Henrique Kawaminami)

Conhecido como pistoleiro e preso nesta quinta-feira (2) pela morte de Rikelmy Lorran Figueiredo Toguiciole, de 22 anos, no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande, Marcos Vinicius de Oliveira Silva, de 18 anos, confessou outros dois assassinatos ao ser interrogado na delegacia. Um dos crimes, ele praticou quando ainda tinha 17 anos.

Conforme o delegado Rodolfo Daltro, a primeira vítima foi Ryan Dionísio Ajala, 19 anos, atingido por vários tiros no dia 13 de fevereiro deste ano, no Jardim Nhanhá. Marcos Vinicius contou que Ryan estava o ameaçando de morte, sendo essa a motivação para a execução do crime.

O outro assassinato ocorreu no dia 21 de abril deste ano, quando Marcos já havia completado 18 anos. Wenderson Felipe de Souza Gomes, de 27 anos, foi morto a tiros no Bairro Aero Rancho. Sobre esse crime, Marcos relatou que Wenderson, com quem possuía uma desavença, havia contratado um pistoleiro para matá-lo. Assim, para evitar ser morto, ele resolveu praticar o homicídio.

Além dos homicídios de Rikelmy - o mais recente - Wenderson e Ryan, Marcos Vinicius é investigado por outra morte, também ocorrida este ano, revelou o delegado Daltro.

Entenda o caso - Marcos Vinicius e o comparsa, José Ribamar, de 20 anos, foram presos nesta quinta-feira (2) pelo assassinato de Rikelmy Lorran, ocorrido no dia 21 de maio, no Aero Rancho, após emboscada da dupla.

O crime foi encomendado por um presidiário após ver uma foto de Rikelmy com sua ex-companheira. "Ele [presidiário] ligou para esse rapaz e falou que se não tirasse a postagem, iria ser morto. O rapaz tirou a postagem, mas mesmo assim, ele decretou a morte."

A emboscada - A dupla chegou na festa por volta das 10h de sábado - 21 de maio - e convidou a vítima para conversar. "A vítima caiu nessa cilada. Foi até a casa dela, que ficava a 150 metros do local da festa, e ao retornar de lá, o motociclista ficou próximo de uma árvore e chamou ele. Atrás dessa árvore, ficou escondido o autor", descreveu.

Ao se aproximar do piloto da moto, Rikelmy foi surpreendido pelo atirador, que passou a efetuar vários disparos. As imagens obtidas através de câmera de segurança mostram a vítima correndo. "Ele estava caído morto e eles passam ao lado para confirmar a morte", disse Daltro.

A partir da investigação, a polícia chegou aos dois, que em um primeiro momento, acompanhados de advogados, foram ouvidos e liberados. "Eles apresentaram um tráfego de GPS de uma moto, mas esse veículo não tem relação com o crime. Foi uma forma de tumultuar e confundir a investigação, mas sabíamos que a moto não era essa", pondera. "Além disso, intimidaram a testemunha, a jovem que seria o pivô do crime."

A moto utilizada no assassinato de Rikemy, uma Honda Biz, também foi apreendida. Sobre a arma, a dupla afirma que vendeu para uma pessoa e já foi levada para o Paraguai. "No entanto, a investigação levantou que a pistola 9 mm foi dada como parte do pagamento pelo homicídio", revelou Daltro. O presidiário, mandante do crime, também foi indiciado pelo homicídio de Rikelmy.

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