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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/02/2012 14:48

Pistoleiro e contratante vão a júri nesta sexta por morte de vereador

Nadyenka Castro

Carlos Antônio Carneiro era presidente da Câmara de Alcinópolis quando foi executado, em outubro do ano passado. O prefeito do município na época é acusado de ser o mandante do crime

Irineu e Aparecido Souza Fernandes foram presos logo após o crime. (Foto: Azael Júnior)Irineu e Aparecido Souza Fernandes foram presos logo após o crime. (Foto: Azael Júnior)

Apontados como pistoleiro e contratante, respectivamente, Irineu Maciel e Valdemir Vansan vão a júri popular a partir das 8 horas desta sexta-feira pelo assassinato de Carlos Antônio Carneiro, ocorrido em 26 de outubro de 2010, em Campo Grande.

O julgamento dos dois havia sido marcado para maio do ano passado, mas a defesa deles recorreu ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que mantiveram a sentença de pronúncia.

A vítima era presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, município que fica a 402 quilômetros de Campo Grande, e estava na Capital quando foi atingida por tiros.

Irineu foi preso em flagrante por policiais civis que passavam no local logo após o crime. Ele foi levado ao local da execução na garupa da moto de Aparecido Souza Fernandes, que também foi preso e recorre para não ir a julgamento.

Valdemir foi preso horas depois do assassinato.

Conforme a denúncia, Irineu e Valdemir agiram por motivo torpe, diante da promessa de receber recompensa, e utilizaram recurso que dificultou a defesa da vítima.

Versões - Ainda na delegacia, Irineu disse que receberia R$ 20 mil, sendo R$ 3 mil adiantados, pelo crime e que o revólver calibre 38 lhe foi entregue pelo cunhado. O acerto era para “fazer uma pessoa”, cujo nome foi repassado por Valdemir.

Em interrogatório diante do juiz, Irineu deu uma nova versão para o crime. De acordo com ele, o motivo foi vingança porque o vereador o teria humilhado. O pistoleiro também afirmou ser dono da arma utilizada na execução.

Reviravolta – Em julho do ano passado foram presos o prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), os vereadores Valter Roniz (PR), Enio Queiroz (PR) e Valdeci Lima (PSDB), o comerciante Ademir Luiz Muller e a funcionária da prefeitura Jurdete Marques de Brito.

À época, a Polícia afirmou que as novas prisões eram para identificar o mandante do crime. Todos já estão em liberdade.

O prefeito passou 71 dias na cadeia e foi solto por decisão do STJ, sob condição de não se aproximar da prefeitura. Com a prisão, a prefeitura da cidade foi assumida por Alcino Carneiro (PDT), pai do vereador morto. A família de Carlos Antônio denunciou que o crime teve motivação política.

O Tribunal de Justiça acatou denúncia contra Manoel Nunes da Silva, que agora virou réu no caso. Os vereadores também estão sendo processados e podem ir a júri popular.



Não moro em Alcinopolis, porem tive o privilégio de conhecer o Carlão, bom carater, bom pai, bom filho, bom amigo, espero que hoje faça justiça e que Deus ilumine os membros do conselho de sentença, esse crime foi uma vergonha, execução, sem chances de defesa, pistolagem pura, covardia pura, esta claro que foi a mando de alguem, o que agrava ainda mais esse crime.
 
Antonio Mario em 24/02/2012 09:25:14
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