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Capital

Polícia coloca sob sigilo investigações da execução de envolvido em jogatina

Por Aline dos Santos | 29/02/2012 11:39

Na segunda-feira, o inquérito policial já totalizava 200 páginas

Crime foi na última quinta-feira, em frente à escola. (Foto: Marlon Ganassin)
Crime foi na última quinta-feira, em frente à escola. (Foto: Marlon Ganassin)

As investigações sobre a execução de Andrey Galileu Cunha, morto a tiros na última quinta-feira em Campo Grande, agora correm sob sigilo. “O sigilo é necessário para as investigações. Sigilo é sigilo, não posso dizer mais nada”, salienta o delegado Wellington de Oliveira, responsável pelo caso.

Nesta semana, a polícia ouve depoimentos de parentes da vítima e testemunhas. Na segunda-feira, o inquérito já totalizava 200 páginas. Na ocasião, o delegado frisou que tudo indica que os atiradores não eram profissionais da pistolagem, pois, entre outras características, não utilizaram pistola.

Vídeo da câmera de vigilância de um comércio mostra uma dupla, numa motocicleta, seguindo o Siena, carro onde estava a vítima. A dupla mantinha uma curta distância do veículo.

Andrey, de 31 anos, foi morto com três tiros na tarde da última quinta-feira, na rua Rio Grande do Sul, em frente a um colégio, no Jardim dos Estados. Com o semáforo fechado, um motociclista se aproximou e começou a disparar. Pedro Lauro de Castro Gonçalves, de 36 anos, também foi baleado, mas sobreviveu.

À polícia, Pedro afirmou que trabalha como corretor de imóveis e os dois voltavam de uma negociação da venda de um posto de combustíveis, na avenida Coronel Antonino. Ambos têm antecedentes criminais ligados à jogatina. Pedro Lauro foi preso em janeiro, quando a polícia fechou uma casa de caça-níqueis que mantinha.

Em 2007, Andrey foi preso na operação Xeque-Mate, realizada pela PF (Polícia Federal). À época, foi divulgado que ele fez acordo de delação premiada, ou seja, um acordo com a Justiça para passar informações.

Após o atentando, a advogada Kátia Maria Cardoso, que representava Andrey nos processos na Justiça Federal, negou que ele tenha aceito o acordo. Em maio de 2009, ele voltou a ser preso; desta vez na operação Las Vegas.

Andrey foi acusado de ser sócio do ex-major da reserva da PM (Polícia Militar), Sérgio Roberto Carvalho, na montagem dos cassinos. Em 2008, a polícia estourou dois cassinos, no Jardim dos Estados, que seriam comandados por Andrey.

Veja abaixo o vídeo com imagens da motocicleta seguindo o Siena

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