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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

19/02/2018 19:12

Polícia investiga execução após rapaz de 27 anos desaparecer no Zé Pereira

John Hudson foi visto pela última vez no dia 14 de fevereiro e a polícia apura o envolvimento de facções criminosa no caso

Geisy Garnes
John Hudson foi visto pela última vez no dia 14 de fevereiro (Foto: Reprodução Facebook)John Hudson foi visto pela última vez no dia 14 de fevereiro (Foto: Reprodução Facebook)

O desaparecimento de John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, visto pela última vez no dia 14 de fevereiro no Bairro Zé Pereira, deu início a mais uma investigação de execução em Campo Grande. Após cinco dias sem notícias do rapaz e a divulgação de uma foto em que ele aparece decapitado, a polícia apura o envolvimento de facções criminosas no caso.

John foi visto pela última vez às 00h30 de quarta-feira (14), quando saiu para fumar um cigarro em frente de casa e desapareceu. Desde então, amigos e familiares se mobilizaram nas redes sociais a procura de notícias sobre o paradeiro do rapaz.

Durante as buscas, uma foto que mostra o corpo de John decapitado foi enviada a família e o caso passou a ser investigado pela a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Ao Campo Grande News, o delegado responsável pelo caso, Márcio Obara, confirmou que pela imagem os parentes identificaram a vítima. “A morte é quase certa. Mas não localizamos corpo”.

A principal linha de investigação da delegacia especializada é que Jhon seja vítima da guerra entre facções na Capital. Segundo Obara, até o momento, a caso aponta o envolvimento da vítima com o Comando Vermelho e o mesmo histórico das outras seis vítimas mortas no tribunal do crime no ano passado: sequestro, execução e decapitação por integrantes do PCC (Primeiro Comando de Capital).

Desde o dia 16 de fevereiro, mensagens com despedidas e homenagens são publicadas pelos amigos de Jhon em seu perfil no Facebook. Agora, a polícia segue as investigação na tentativa de localizar o corpo da vítima e também os possíveis autores do crime.

Guerra entre facções

Ao longo dos meses de 2017, seis execuções decididas no chamado ‘Tribunal do Crime’ foram registrados na Capital, casos marcados pelo tráfico de drogas e por regras impostas em um mundo paralelo de violência e morte.

A disputa entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) se intensificou em 2016 e, desde então, os grupos lutam pelo controle da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, local fundamental para o crime organizado.

Foi justamente a guerra entre elas que resultou na morte das seis vítimas: Rudnei da Silva Rocha, o “Babidi”, Leoni de Moura Custódio, José Carlos Louveira Figueiredo, Richard Alexandre Lianho, Fernando Nascimento dos Santos e Mauro Éder Araújo, o “Fininho”. As investigações dos crimes já resultaram na prisão de 26 pessoas.

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