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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

05/11/2018 08:04

Polícia resgata adolescente e impede execução do "tribunal do crime"

Policiais militares faziam rondas no bairro Jardim Nhanha quando avistaram suspeito em terreno

Izabela Sanchez e Bruna Pasche
5ª Delegacia de Polícia em Campo Grande (Henrique Kawaminami)5ª Delegacia de Polícia em Campo Grande (Henrique Kawaminami)

Policiais militares impediram, na madrugada desta segunda-feira (5), uma execução de um adolescente de 17 anos pelo tribunal do crime. O adolescente seria membro do CV (Comando Vermelho) e os autores, do PCC (Primeiro Comando da Capital). A ordem, segundo investigadores da 5ª DP (Delegacia de Polícia), teria saído de um presídio da Capital.

Os policiais faziam rondas, por volta das 00h30 quando viram um homem conhecido como “Felipinho”, na Rua Trigueira. Segundo os investigadores, ele aparentou nervosismo e entrou em um terreno. Além disso, os policiais militares também ouviram o barulho de pessoas no telhado das casas.

Os militares entraram no terreno e ordenaram que as pessoas que estavam no local saíssem com as mãos para cima. Do terreno saiu um adolescente de 14 anos, que jogou um celular no local. Além dele, em seguida, saiu um homem identificado como Jucelino Pinheiro Rodrigues, 26.

Conforme os investigadores, o adolescente de 14 anos e Jucelino seriam responsáveis pela execução. O adolescente que seria executado saiu do terreno com ferimentos. Conforme os investigadores, ele saiu do local mancando, com as mãos amarradas, corte no rosto e diversas escoriações. Ele também aparentou estar sob efeito de entorpecentes.

Um vizinho teria começado a gritar para que saíssem da casa dele. Da residência, saiu Luiz Felipe Figueiredo de Lima, 19. Os policiais entraram na casa e, então, Renato Algusto Braga, 32 e Maikon Henrique Roger, 20, também deixaram a residência.

Envolvidos na autoria da execução, afirmaram aos policiais que o crime seria motivado por vingança. Conforme relataram aos policiais, o adolescente de 17 anos teria “debochado de um comparsa”, conhecido como Baiano. Eles também afirmam que o adolescente seria um estuprador, o que a vítima nega. Os homens foram presos e os adolescentes apreendidos e foram levados para a 5ª DP.



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