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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

02/02/2018 17:21

Polícia tem acesso a imagens e segue à caça de autores de atentado contra agiota

Vítima é Salém Pereira, de 36 anos, que ficou conhecido por acusar o ex-prefeito Gilmar Olarte em processo por corrupção passiva

Gabriel Neris e Geisy Garnes
Homem foi baleado na manhã desta sexta-feira no Guanandi (Foto: Bruna Kaspary)Homem foi baleado na manhã desta sexta-feira no Guanandi (Foto: Bruna Kaspary)

Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da 5ª Delegacia de Polícia continuam nas ruas atrás de informações sobre os autores do atentado que ocorreu na manhã desta sexta-feira (2) no bairro Guanandi – região sul de Campo Grande. Salém Pereira Vieira, apontado com agiota no processo de corrupção passiva contra o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), foi atingido com tiros no tórax, braços e costas.

A polícia teve acesso as imagens do momento do crime e do carro utilizado pelos autores, porém não serão divulgadas por enquanto para não atrapalhar as investigações. Como a polícia está em fase inicial de investigação, nenhuma hipótese está sendo descartada, nem mesmo a possibilidade de crime de pistolagem.

A arma utilizada no crime é uma pistola 9 milimetros de uso restrito no Brasil, geralmente utilizada para crimes de execução na fronteira. A polícia acompanha de perto o quadro de Salém, internado na Santa Casa de Campo Grande, para tentar colher depoimento.

Salem é apontado como agiota e chegou a bater boca com Olarte, em 2015, durante uma audiência no processo sobre o “Golpe dos Cheques em Branco”. À época, chegou a classificar o ex-prefeito como “171”, artigo do Código Penal para estelionatário, e afirmou que sofria ameaças de morte.

O processo ainda corre na Justiça. A acusação principal é de que Olarte e integrantes da igreja da qual ele fazia parte usavam cheques em branco de terceiros para conseguir dinheiro com agiotas. O homem baleado seria um dos agiotas.

Salém Pereira Vieria foi questionado onde teria conhecido Ronan Feitosa, acusado de ser cúmplice de Gilmar Olarte na troca de cheques e repasse de dinheiro para vereadores em troca da deposição de Alcides Bernal. Vieira disse que conheceu Ronan há três anos e que ele se apresentava como chefe da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia e Agronegócio) e era o “homem de confiança do Olarte”.



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